Rui Silva, Bancário

Na passada 2ª feira, realizou-se mais uma Assembleia Municipal, que tinha como ponto principal, a discussão das contas relativas ao ano de 2016, da Câmara Municipal de Paredes, as quais mereceram da minha parte uma clara reprovação, e aproveitando este espaço, vou dar conhecimento ao caro leitor das razões que suportaram o meu voto contra, que passo a reproduzir.

“Esta é provavelmente, a penúltima Assembleia Municipal deste mandato. Certamente para comemorar a efeméride, o Executivo traz-nos, qual presente envenenado, as contas relativas ao ano de 2016, a trajetória mantém-se inalterada: ano após ano aumenta o passivo e a execução orçamental fica sempre abaixo do previsto.

Os números são como o algodão: não enganam!

Comparando os resultados de 2015 para 2016 salta desde logo à vista o brutal aumento do resultado negativo da Câmara de Paredes:  de 3.032.576,00 euros em 2015 para 8.415.156,13 euros em 2016, um salto de mais de 5.000.000,00.

Pode V. Ex.ª Senhor Presidente alegar que uma parte substancial deste valor resulta da obrigatoriedade da constituição de uma provisão de cerca de 6 milhões de euros, por conta do famoso OLAF. Mas as coisas são o que são: se a provisão teve que ser constituída é porque o risco existe, se o risco existe é porque V. Ex.ªs cometeram erros graves na gestão que efetuaram, erros que levantaram suspeitas, determinaram processos e investigações de natureza administrativa e criminal. E agora está a autarquia, com a espada de Dâmocles sobre a sua cabeça, presa por um fio: o processo judicial de desfecho incerto que, no pior cenário pode significar a incapacidade de Paredes investir durante muitos e maus anos.

E aqui, se juntarmos o facto de só terem sido fiscalizados quatro centros educativos, perceberemos o risco de a paixão pela Educação do Executivo (…)

Leia o artigo de opinião completo na edição em papel de 12 de maio ou na edição eletrónica subscrevendo a assinatura digital no nosso site.