Com 950 assinaturas foi entregue uma Petição na Assembleia Municipal que contesta a localização escolhida para a construção na mini Etar de Recarei.

Gil Machado, morador de Recarei, apresentou a petição explicando que a população não é contra a construção da Etar, que irá resolver um problema urgente, mas que não concorda com a localização escolhida. Uma vez que o local se encontra perto de um aglomerado habitacional, do Centro Escolar, do Polidesportivo e a 150 metros de um poço de onde a junta de freguesia retira água. Alegando ainda que a construção da mini Etar naquele local irá inviabilizar a construção de um furo por parte da junta.

Para a população o problema reside ainda no local onde as águas depois de tratadas serão despejadas no Rio Sousa, alegando que irá afetar uma zona de banhos e pesca.

Sugerem por isso um local 600 metros a sul, no Lugar de Louredo, que segundo esta associação de moradores reúne melhores condições, longe de habitações, resguardado dos ventos e que desagua num local do rio que não é frequentado.

Segundo este movimento, Simdouro informou que a escolha do local se prende com questões técnicas e económicas, acusando de não ser tida em conta a questão ambiental nem o bem-estar da população.

“Solicitamos a suspensão imediata da construção da Etar e pedimos a alteração do local”, informou Gil Machado.

Celso Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Paredes, lamentou a apresentação desta petição “porque são redondamente falsos todos os pressupostos da sua intervenção. Não posso deixar passar a imagem de que vamos prejudicar seja quem for”, declarou.

Garantindo ainda que se trata de uma mini Etar secundária, que é fechada e que não tem cheiros.

O autarca recorda ainda que deu a cara e que esteve em Recarei numa reunião com a população, onde foi acusado de querer prejudicar a população, o que lhe valeu a derrota nesta freguesia para a câmara municipal nas autárquicas de 2013.

Explica ainda que outros locais foram equacionados, mas que devido à cota dos terrenos e à sua inclinação, que esses locais obrigariam à construção de uma estação elevatória e essa sim seria uma solução com impacto ambiental e com odores.

Por fim garante que as 950 pessoas que assinaram a petição não sabiam o que estava em causa ao assinar.

Por sua vez, Pedro Mendes, vereador com o Pelouro do Ambiente, explicou a’O Progresso de Paredes que por parte da câmara sempre houve a “máxima preocupação em defender os interesses das populações e em resolver um problema de longa data, que é a falta de saneamento”. Explicando que foi um processo transparente, no qual houve conversações com a junta de freguesia, para encontrar a melhor solução, recordando que esta é já a terceira localização escolhida para a Etar.

Face à exposição apresentada na Assembleia Municipal houve uma reunião com o movimento de moradores, em que a posição da autarquia foi “que se houver uma localização tecnicamente mais vantajosa, como sempre afirmámos, não há problema nenhum em colocar a Etar noutro local”.

O vereador explica que pode haver aqui alguma falta de informação, que neste caso se trata apenas de uma mini Etar, sem estação elevatória. O que não aconteceria se a localização fosse depois do Pavilhão da Casa do Povo. A estação elevatória é um equipamento de mais difícil gestão que uma mini Etar.

“Desde que somos executivo não temos nenhum equipamento destes que esteja a funcionar mal, aliás, nós somos o executivo e eu sou o Vereador do Ambiente que terminou com a Etar de Paredes, com a Etar de Baltar e eu era incapaz de querer ser protagonista de uma história em que iriamos prejudicar a população nesta matéria”, garante assim que têm um compromisso nesta área. Acrescentando ainda que a câmara, seja o presidente, seja o executivo, está aberta a novas soluções e a olhar para os problemas de forma a defender os interesses dos moradores. Daí surgiu então o desafio, que se encontrarem um local tecnicamente mais vantajoso, não há qualquer problema em alterar o local pensado.

Quanto ao local apresentado na petição como alternativa, tinha sido um local primeiramente estudado pela autarquia, mas que tecnicamente não é viável. Explica que há locais mais junto ao rio, mas onde os terrenos são de máxima infiltração, logo tecnicamente não são solução. A ARH (Administração de Região Hidrográfica), que gere as zonas ribeirinhas tem regras que a autarquia tem que cumprir na instalação destes equipamentos.

 

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