Polémica. A Comissão de Coordenação já tinha ordenado a devolução de 2,9 milhões de euros por causa da “investigação OLAF”. As suspeitas de fraude com fundos comunitários aqueceram reunião da Assembleia Municipal. PS e CDS desancaram em Celso Ferreira. A irritação do PS com a CDU levou a nova interrupção da reunião.

 

António Orlando – texto

 

A Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) cortou 3 milhões de euros de apoios comunitários aos Centros Escolares de Paredes. Este corte de fundos poderá estar relacionado com a investigação levada a cabo pelo Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF). Ontem, dia 16 de fevereiro, em Paredes, peritos da CCDRN terão iniciado uma auditoria aos procedimentos administrativos de construção dos 11 centros escolares que não foram investigados pelo OLAF. Recorde-se, o Organismo Europeu de Luta Antifraude propôs a devolução de 8,389 milhões de euros de ajudas comunitárias por suspeitas de viciação na contratação de empreitadas em quatro centros escolares (ler textos nas páginas centrais).

Na Assembleia Municipal (AM) de Paredes, realizada no dia 13 de fevereiro, no Salão Nobre, o presidente da Câmara, Celso Ferreira, mostrou-se indignado com o denominado processo OLAF “que para alguns é um boneco de neve, para mim é uma bola que começou agora a rolar e em breve saberemos quem vai apanhar pelo caminho, porque quem não deve não teme”, disse o autarca em tom grave e sério.

O presidente da Câmara afirmou na AM que o relatório da OLAF “socorre-se de uma queixa anónima para formular as suas conclusões”. O autarca diz que o assunto “é meramente administrativo porque (…)

Pode ler este artigo na integra na edição de 17 de fevereiro de O Progresso de Paredes ou na edição online reservada a assinantes.