Por Joaquim Neves, Eng.

Esta semana, mais propriamente no sábado dia 5, realizam-se as eleições que decidirão quem é o próximo presidente da comissão política do PSD- Paredes.

Serão umas eleições que indicarão claramente o rumo que o PSD-Paredes deve seguir no futuro. Esse caminho poderá ser, o da continuação das políticas seguidas pelo actual executivo municipal de Celso Ferreira com a vitória de Pedro Mendes, ou um novo rumo com políticas de proximidade e de seriedade, ao serviço de Paredes com a vitória de Joaquim Neves.

No decorrer desta campanha, dei conta que existem algumas pessoas cujo conceito de democracia deixa muito a desejar, e que esse modo de actuar, era mesmo capaz de deixar alguns ditadores, que bem conhecemos, a corar.

Onde está a democracia?

Assistimos a nível nacional à alteração da vontade do Povo numas eleições, e agora assistimos em Paredes, dentro do próprio Partido, à constituição de uma coligação negativa, porquê?

Cada vez mais os cidadãos, cuja vontade é única e exclusivamente ajudar o Concelho e o Partido, se afastam da política porque não querem estar sujeitos a determinados métodos que quem tem o poder utiliza. No poder e na oposição.

Veja-se por exemplo a tomada de posição de gente ligada ao PS, relativamente a uma nomeação de um vogal da JSD, saída há poucos dias em Diário da República, que supostamente iria interferir no apoio que a JSD iria dar Pedro Mendes em detrimento da minha candidatura. Suposições falsas. Porque a pessoa em questão, que eu bem conheço, tem muito mérito no que faz e foi nomeado de certeza pelo mérito do seu trabalho, e não por apoiar este ou aquele, e isso certamente não influenciará a sua decisão.

É precisamente este tipo de fazer política que eu condeno. Não é preciso denegrir a imagem das pessoas para atin girmos os nossos objectivos. E este caso, é um exemplo para todos os que têm responsabilidades políticas na nossa terra. Devem falar e apontar quando existe fundamento (o que não é o caso), seja contra o partido ou contra uma candidatura.

Faço esta pequena reflexão, porque represento um movimento democrático espontâneo de militantes que se uniram por um conjunto de ideias, que no próximo sábado irá ser posto à prova, com liberdade democrática, e que certamente representará um momento de viragem para PSD em Paredes e para o próprio Concelho.

Queremos um novo rumo com competência e com seriedade.

Não temos o poder para oferecer o quer que seja, mas temos muita vontade para mudar Paredes e, principalmente, para trabalhar pelo Povo.

Somos iguais e não mudamos só porque estamos em eleições.

Somos diferentes porque temos ideias próprias e porque não nos escondemos atrás do quer que seja, porque temos honra, e sinto-me orgulhoso por isso.

Como dizia Sá Carneiro: “A pessoa humana define-se pela liberdade. Ser homem é ser livre. Coarctar a liberdade é despersonalizar; suprimi-la desumanizar. A liberdade de pensar é a liberdade de ser, pois implica a liberdade de exprimir o pensamento e a de realizar na acção.”

Para mim, a Social-Democracia é um processo inovador e realista, dinâmico e dinamizador, que pensa mais nas pessoas do que na organização, e por isso, a escolha silenciosa dos militantes do PSD de Paredes no próximo sábado será uma evolução do programa do partido, de forma a introduzir transparência e credibilidade, exigência e inovação.

Temos que ser capazes de descentralizar o partido, com a criação dos núcleos em cada freguesia do Concelho, e de modernizar a comunicação do partido com a sociedade com os próprios militantes.

Mas tudo depende de si, dia 5 de Março de 2016 vote por um novo rumo.

É um dia muito importante para o PSD e para o futuro de Paredes.