O PS venceu, em Portugal, as eleições europeias do passado domingo, 25 de maio. A lista encabeçada por Francisco Assis conseguiu 31,47% dos votos, uma diferença de apenas 4 pontos percentuais em relação à Aliança Portugal (27,7%).

A nível local a coligação PSD/CDS venceu com 39,43% dos votos, conquistando 13 das 18 freguesias do concelho de Paredes. 

Os  eleitores que foram votar no passado domingo, dia 25 de maio, para eleger os representantes portugueses no Parlamento Europeu deram a vitória ao Partido Socialista, que conquistou 31,47% dos votos. A vitória socialista não foi, contudo, muito expressiva já que a diferença para a coligação PSD/CDS foi de apenas quatro pontos percentuais.

Em contraciclo com o resultado do país no concelho de Paredes a vitória foi da coligação Aliança Portugal, que conquistou a maioria dos votos dos eleitores em 13 das 18 freguesias do concelho. PSD/CDS conseguiram 36,6% dos votos, ainda assim, uma percentagem muito inferior à que os dois partidos conseguiram nas eleições europeias de 2009, quando o PSD conseguiu chegar aos 41% e o CDS aos 9,6%. Já o PS registou uma ligeira subida em relação às europeias de 2009 (5%), conquistando agora 30,9% dos votos, mais 945 que nas anteriores eleições europeias.

A lista da coligação PSD/CDS venceu em 13 das 18 freguesias de Paredes, tendo mesmo conquistado a maioria dos votos nas quatro cidades do concelho, Paredes (2146 votos), Rebordosa (1126 votos), Lordelo (1266 votos) e Gandra (711 votos). Só na sede do concelho é que a vitória do PSD/CDS foi menos expressiva, ficando a apenas 4,4% de diferença do PS. Já os socialistas venceram no sul do concelho, em Aguiar de Sousa (36,3%), Recarei (38,3%), Cete (40,6%) e na Sobreira (47%). A CDU conquistou a maioria dos votos em Parada de Todeia (37,5%), superando o resultado do PS que conseguiu menos 30 votos do que os comunistas.

A CDU registou ainda um crescimento nas intenções de voto dos paredenses em relação às europeias de 2009. Os comunistas conseguem agora mais 177 votos, enquanto o Bloco de Esquerda perdeu eleitorado (menos 1055 votos).

A vitória dos socialistas a nível nacional permitiu ao PS eleger 8 eurodeputados, apenas mais um do que a Aliança Portugal, que consegue eleger sete. A terceira força, a CDU consegue eleger três eurodeputados, o MPT conquista dois e o Bloco de Esquerda consegue apenas um, perdendo o segundo eurodeputado eleito nas eleições de 2009.

 

Coligação PSD/CDS vence, mas perde mais de 4500 votos

Em contraciclo com os resultados nacionais, a coligação PSD/CDS venceu no concelho de Paredes, vitória que se estendeu à maioria das freguesias do concelho. Ainda assim, a lista encabeçada por Paulo Rangel e Nuno Melo perdeu votos em relação às europeias de 2009, ano em que os dois partidos concorreram em separado.

Agora, em conjunto, ficaram-se pelos 36,6% dos votos, quando em 2009 o PSD chegou aos 41% e o CDS aos 9,6%.  Ainda assim, a Aliança Portugal conquista no concelho mais 1509 votos do que a lista do PS encabeçada por Francisco Assis.

Tal como aconteceu a nível nacional também em Paredes a surpresa chegou do Movimento Partido da Terra (MPT). A lista liderada pelo ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, foi a terceira mais votada no concelho (7,6%), seguindo-se a CDU (7%) e por último o Bloco de Esquerda (3,2%). O MPT conseguiu o maior número de votos na sede do concelho (544), em Rebordosa (220), Lordelo (208), Gandra (154) e Baltar (146).

De referir que o número de votos nulos aumentou em relação às europeias de 2009, registando-se agora mais 314 votos invalidados. Já nos votos em branco registou-se o inverso.

 

Resultados na região: concelhos divididos entre PSD/CDS e PS 

Os resultados das eleições europeias na região do Vale de Sousa revelam que o eleitorado ficou divido entre os dois maiores partidos políticos em Portugal. Se por um lado em Lousada e Penafiel a vitória foi do PS em Paços de Ferreira e Paredes a lista da coligação Aliança Portugal foi a que reuniu o maior número de votos.

Em Lousada, a vitória dos socialistas não trouxe grandes surpresas, tendo em conta que já nas eleições europeias de 2009 foi o Partido Socialista a conquistar a maioria dos votos no município lousadense. Agora o PS consegue registar uma ligeira subida, conquistando 39,1% dos votos. A lista encabeçada por Francisco Assis venceu em 12 das 15 freguesias do concelho. Já a coligação PSD/CDS perdeu eleitorado (menos 1500 votos), obtendo 31,5%.

Situação semelhante em Penafiel. O eleitorado deu a vitória ao PS, que venceu em 17 freguesias do concelho. Os socialistas conquistaram 36,8% dos votos, enquanto a coligação PSD/CDS se ficou pelos 31,4%. Ainda assim, a vitória dos socialistas em Penafiel foi a menos expressiva nos quatro concelhos em análise.

Em Paços de Ferreira a vitória foi da coligação PSD/CDS (a par do que aconteceu em Paredes), mas os dois partidos sofreram uma quebra em relação às europeias de 2009, quando PSD e CDS concorreram em separado. Agora coligados, os dois partidos conseguem obter 39,7% dos votos, quando em 2009 o PSD tinha chegado aos 41% e o CDS-PP aos 9,3%.

Na Capital do Móvel a coligação Aliança Portugal venceu em oito freguesias do concelho, enquanto os socialistas conquistaram quatro.

Nos quatro concelhos a terceira força política mais votada foi o Movimento Partido da Terra (MPT). A lista de Marinho e Pinto ultrapassou a votação da CDU e do Bloco de Esquerda nos quatro concelhos, registando a percentagem mais elevada em Penafiel (8,1%). Em Lousada e Paredes o MPT conquista 7,6% dos votos e em Paços de Ferreira 7,23%. A CDU consegue a percentagem de votos mais alta em Paredes (7%), em Penafiel chegou aos 6,5%, em Lousada 6,1% e regista em Paços de Ferreira a percentagem mais baixa (5%).

Já o Bloco de Esquerda, que perdeu eleitorado em relação às eleições de 2009, consegue conquistar o maior número de votos em Paredes (3,2%), e a percentagem mais baixa em Paços de Ferreira (2,3%). Em Lousada os bloquistas conquistaram pouco mais de 300 votos, uma quebra de 4% em relação às europeias de 2009.

 

Taxa de abstenção volta a ficar acima dos 60%

A nível nacional as eleições europeias do passado domingo, 25 de maio, registaram uma percentagem de abstenção recorde. Nas eleições europeias de 2009 a abstenção chegou aos 63,23%. Agora a percentagem de eleitores que não foi votar chegou aos 66%, a nível nacional, e a região do Vale de Sousa não fugiu à regra.

Há semelhança do que aconteceu no país, também na região a maioria dos eleitores optou por ficar em casa. No Vale de Sousa foram pouco mais de 109 mil pessoas foram às urnas eleger os representantes portugueses para o Parlamento Europeu.

A nível local a percentagem de abstenção variou entre os 62,1% e os 67%. Paços de Ferreira foi o concelho da região a registar a taxa mais elevada (67,7%) e Penafiel a mais baixa (62,1%). Em Lousada 64,9% dos eleitores não foi votar.

No concelho de Paredes a abstenção ficou acima dos 60%, não aumentando face a 2009.

 

Resultados no concelho – Reações dos partidos

 

PSD – Celso Ferreira

 “Foi uma vitória muito saborosa e justa”

“Foi uma vitória muito saborosa e justa. Os habitantes valorizaram o trabalho do Governo em matéria de consolidação orçamental e acreditam que este é o caminho adequado para devolver a credibilidade ao país.

Vencemos na maioria das freguesias e, em especial, em Rebordosa, que para mim é particularmente significativo. O PSD tem todas as condições para voltar a vencer com maioria absoluta a câmara municipal em 2017.

Ninguém pode defender resultados com base na abstenção. Nas duas últimas eleições a abstenção ficou pela média nacional e nesta foi inferior. Isso reforça os nossos argumentos. O PSD está muito forte em Paredes e vai continuar a ser”.

 

PS – Alexandre Almeida

“O PS subiu mais 5 % em relação às europeias de 2009”

“O PS de Paredes congratula-se com os resultados eleitorais das europeias 2014. Em relação às europeias de 2009 o PS subiu mais 5 %, tendo mais 945 votos. PSD/CDS tiveram uma queda de mais de 14%, perdendo mais de cinco mil eleitores. Lamentamos a grande abstenção que houve no concelho. Todos devíamos votar e mostrar aquilo que queremos. A nível da abstenção aconteceu no concelho aquilo que aconteceu no país. Nestas eleições e talvez devido ao grande desconhecimento das propostas dos eleitos houve tão grande abstenção”.

 

CDS-PP – Rui Silva

“A Aliança entre PSD e CDS foi crucial para esta vitória”

“Os resultados expressam que o CDS, em conjunto com o PSD, contrariou o sentido de voto a nível nacional. Para a obtenção desta vitória foi crucial haver uma aliança entre PSD e CDS. A Aliança Portugal, ao contrário do que aconteceu no país, funcionou bem em Paredes. Os paredenses mostraram que acreditam na coligação e nas pessoas que a apoiam. Deixa-me particularmente satisfeito, mas também não se pode extrapolar para o campo das legislativas ou autárquicas”.

 

 

CDU – Cristiano Ribeiro

“A CDU é a força maioritária em Parada de Todeia”

“Temos uma subida expressiva da CDU em comparação com os resultados de 2009. Um aumento significativo no contexto da força eleitoral anterior da CDU e que se traduz por votações interessantes em algumas freguesias, como Parada de Todeia.

A CDU é a força maioritária nestas eleições em Parada de Todeia e expressa um valor absoluto de perto de 36%, o que é muito significativo até porque a norte do Tejo provavelmente não há freguesias em que a CDU tenha este resultado.

A forte abstenção que persiste deve levar todos a pensar em como inverter o ciclo da ausência das pessoas e do seu desinteresse aparente em relação às propostas de solução do seu destino”.