Mário Barbosa e Bruno Gonçalves são dois pilotos de ralicross de Paredes. Competem ambos pela Compincar Team, no entanto em categorias diferentes.

O Ralicross é uma prova que decorre em circuito fechado, com uma percentagem de 60% de asfalto e 40% de terra, o que faz com que os carros tenham especificações concretas, são assim mais competitivos e mais potentes. Há uma diferença primordial com o rali, a corrida é em contrarrelógio e os oito carros partem todos ao mesmo tempo.

Mário Barbosa aos 38 anos, já tem uma experiência de 21 anos em competição automóvel. Já foi tricampeão nacional de ralicross na Divisão 2 (único português com este feito) e campeão nacional de rampas, somando vários títulos ao seu currículo.

Durante três anos participou em ralis e o seu navegador era Bruno Gonçalves, mas como trabalham juntos na empresa que dá o patrocínio e o nome à equipa, as ausências acabavam por ser difíceis de gerir.

Este ano Mário regressou ao ralicross e Bruno estreia-se como piloto, ficando com o Citroen Saxo Kitcar, da equipa, a competir na classe Super 1600. Bruno Gonçalves tem sido uma revelação nesta prova, uma vez que no seu primeiro ano está à frente na classificação do campeonato. Apesar do elevado grau de competitividade e da maior experiência de outros pilotos, Bruno tem disputado cada corrida até ao último segundo, com quatro ou cinco adversários.

Mário Barbosa apostou num Citroen DS3 Supercar, e tem vencido todas as provas com margem folgada à frente dos adversários, confessou mesmo ao Progresso de Paredes que está arrependido da escolha feita no carro, uma vez que é potente demais e que não tem concorrentes em prova atualmente que o acompanhem durante a competição, algo que o está a desmotivar. “Não me tem dado entusiasmo, arranco, fico na frente e falta a adrenalina de disputar as provas ao milésimo de segundo”, garante.

Pensa por isso em apostar no campeonato do mundo, mas isso dependerá dos patrocínios que conseguir arranjar até setembro, altura em que irá decorrer uma prova em França.

 

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