Por Joaquim Neves, Eng.

 

Para começar, quero dar os parabéns aos vencedores das eleições para a concelhia do PSD.

Da minha parte, quero agradecer aos 41% dos militantes que tiveram coragem e vontade para escolher  um novo rumo para Paredes e para o PSD. É certo que a não ganhamos as eleições, mas mantivemos a nossa verticalidade, a nossa hombridade, as nossas ideias, e este excelente resultando só nos trás mais responsabilidade e não nos deixará certamente esmorecer.

No decorrer da campanha disse sempre, não iria perder um minuto que fosse a fazer considerações menos abonatória sobre quem quer que fosse. No entanto, nem todos somos iguais.

Houve neste processo determinadas atitudes e procedimentos que em nada abonam a favor dos agora eleitos e que em nada dignificam o PSD.

Assim, não resisto a citar Thomas Sowell, um economista americano que a certa altura afirmou:“O facto de que muitos políticos sejam mentirosos não é exclusivamente um reflexo da classe política. É também um reflexo do eleitorado, pois quando as pessoas querem o impossível, somente mentirosos podem satisfazê-las”.

Com isto, é claro que, vou certamente gostar de ver o aumento das verbas para as juntas de freguesias, mais especificamente 40%. Vou gostar de ver mais promoções, vou gostar de ver mais autocarros a circular, vou gostar de ver mais concursos de emprego, vou gostar de ver mais seguros para….. vou gostar de os ver a cumprir.

Sei muito bem que existiram jogadas de bastidores, promessas e manifestações de interesse, nos quais não me revejo e com os quais não pactuo, pois esse não foi nem nunca será o meu caminho e de quem me acompanha.

E desenganem-se aqueles que acham que o que mais me custou foi a eleição de Pedro Mendes.

O que mais me custou foi sentir que não houve um interesse legítimo em fazer o melhor possível por Paredes e pelo PSD, mas sim o interesse em derrubar Joaquim Neves.

E essa agregação de esforços, para me impedir de ganhar, só revela que alguns tentam a todo o custo manterem-se no poder. No meu entender, o PSD tem obrigatoriamente de mudar e “limpar a casa”, para se apresentar credível nas próximas eleições.

No entanto, existem algumas coisas que se passaram que não podemos deixar de falar nelas. Como as famosas cartas, por exemplo.

Primeiro foi a do Dr. Rui Moutinho. Acho que é uma vergonha, não só para o partido, mas para a pessoa em si, porque se realmente aquilo que escreveu é verdade, já deveria ter dado conta desses factos às autoridades competentes, nomeadamente ao Ministério Público há muito tempo, quanto mais não fosse porque era a sua obrigação como cidadão.

Se não o fez na altura e o utilizou agora só revela o seu carácter.

Restringiu a candidatura de uma companheira de partido, e com este tipo de argumentação sem se saber se é verdade ou não, demonstra claramente que não tem sentido democrático e não merece estar onde está.

Celso Ferreira deveria ter a coragem de o demitir mas não o fez, nem o fará certamente. É que nas costas dos outros vemos a nossas…será que está com medo de uma carta dele? …

Na seguinte carta, esta anónima, que saiu dois dias antes das eleições, atacavam Pedro Mendes. Porquê?

O que tenho a dizer sobre isso, é que quem mais beneficiou com isso, foi claramente Pedro Mendes pois com isto, andaram a dizer que nós só sabíamos falar mal, e que somos estes ou aqueles e que só temos interesses.

Enfim…Eu, assim como as pessoas que me acompanham, somos gente que sempre deram a cara para defender os seus ideais e aquilo em que acreditamos, e nunca nós iríamos esconder atrás de ninguém, nem muito menos atrás de alguma carta.

Não dissemos mal de ninguém, não porque não tivéssemos argumentos porque ele esbordam, mas sim, porque queríamos discutir ideias e não lugares.

Neste caso, dá mesmo para pensar que quem escreve uma, escreve duas, escreve três e escreve quatro, porque elas continuam a aparecer e não se entende muito bem porquê.

Por isso, eu e quem me acompanha, demarcámo-nos completamente deste tipo de acções, pois não passam de um reflexo claro da “máquina”, da qual eu não faço parte, não quero fazer e muito menos domino.

Quanto ao Presidente da Câmara, que disse que não se metia nestas eleições… mentiu como é seu habito, mas a mim não me enganou …. meteu a cabeça, o corpo, os pés, mas essa foi a sua decisão….

No entanto, no meu entender cometeu um erro, pois perdeu o seu espaço político para o seu vice-presidente.

Agora, é quase obrigado a deixar de pensar em si, e tem que se mentalizar que em breve deixará de ter o carro da Câmara para levar os filhos à escola e que se ainda tiver alguma responsabilidade e respeito pelo partido, deve abandonar imediatamente a Câmara, para ver se o PSD ainda se pode salvar.