Por Vasco Ribeiro, Dr.

Andava eu enganadinho a pensar que era uma pessoa bem informada sobre a realidade concelhia Paredense.

Mas a verdade é que não. Pura e simplesmente julgava que a nossa realidade concelhia era um simples espelho da pobreza da sede do Concelho a nível de estruturas básicas.

Mas afinal (e só levantei um pouco do véu de ignorância que existe à frente dos meus olhos) tenho que dar a mão à palmatória e muito do que o Dr Celso Ferreira vem dizendo tem bastante verdade.

Espalhadas transversalmente por todo o concelho há inúmeras infra-estruturas modernas e funcionais que se forem bem aproveitadas serão instrumentos fundamentais para a melhoria de qualidade de vida de toda a população concelhia Paredense.

A ocasião foi-me proporcionada pela necessidade dos advogados de Paredes formarem uma equipa de Futsal e precisarmos de um local de treino.

Fomos ao pavilhão de Cristelo e ficamos deslumbrados (e eu invejoso). E já fomos a um pavilhão de Gandra, junto ao Estádio, e ficamos deslumbrados (e eu invejoso).

E pelo que me disseram, podíamos ter ido a Rebordosa, a Lordelo, a Vilela, à Sobreira. Enfim já para não falar em polidesportivos, como Vila Cova, Gondalães, etc, mas aí, como é Inverno, seria mais chato.

Ou seja, o problema Paredense não é do que temos ou do que não temos: O problema é que nem sequer sabemos o que temos.

E se não sabemos o que temos, obviamente, não conseguimos aproveitar o que temos, nem projetar o que ainda precisamos.

A falta da gestão de recursos (que não são tão escassos, como a propaganda quer fazer parecer), a falta de estratégia, a falta de organização, a falta de comunicação, é que nos consome e será o nosso pior defeito se o permitirmos.

E isto é difícil de ver por quem está actualmente envolvido no sistema, quer esteja no Poder – Porque não conhece o Ferrari que tem na garagem, como diria Pinto da Costa – quer por quem está na oposição – porque estes estão demasiado ocupados no Bota-abaixo, a combater para destruir o actual Poder para se aperceberem onde se encontra o verdadeiro problema de Paredes.

E se não conhecem o problema, dificilmente o resolverão.

E tudo isto no Poder e na Oposição, e sem ironia o digo, não é culpa do Dr. Celso Ferreira, a quem, porém, deixo um conselho: Tenha paciência para esperar muitos anos pela homenagem quanto ao legado que no Concelho vai deixar.

Para já, e nos próximos anos, esqueça; habitue-se à ingratidão da política (principalmente dos que lhe sejam mais próximos), porque, e esse é o seu demérito, não teve quem mostrasse (nem aproveitasse) devidamente tudo o que de estrutural aconteceu no Concelho de Paredes ao longo dos seus mandatos.