Mudança de Ano por Vasco Ribeiro

E chegou a 2016!

Com a mudança de ano há sempre algum optimismo no ar derivado da perpetiva que as coisas tendem a melhorar.

E não é algo exclusivo de um Dr. Pangloss que viva no melhor dos mundos. É uma opinião partilhada pelo mais comum dos mortais.

Até porque pior de 2015, só mesmo 2014 ou 2013.
Mas o novo ano que começa parece querer contrariar tal perspetiva: Chuva e mau tempo quanto baste, o que é sempre deprimente.

Como se não nos bastasse o BPN, o BPP, o BES, vem agora o fantasma do BANIF olhar-nos nas brumas do 2016 que há-de vir a ser.

Depois deste, qual será o senhor dono disto tudo que se segue?

Basta de depressão; animemo-nos – Sigamos em Pé:

Seguimos em Pé:

Eu vou gritar: Desprezo toda a mediocridade.
Tu não queres sentir, não queres ver, não queres escutar
Porque a força do poder avilta a tua condição
Mas estamos aqui: fazemo-nos ver

se todos contra o poder.
E tenham Fé: Seguimos em Pé.
Que a utopia é uma cerveja fria;

Bebam para acalmar a sede.
E bebam de pé.
Rebeldia? Eu nunca me ajoelharei
porque logo vai amanhecer.
Vemos outros a conformar-se:

Ficam sem nação, sem vocação

Sem entendimento, nem razão.

Sem paixão.

É exemplo a não seguir
Quanto temos? Quanto valemos?

Não há bandeiras, não há fronteiras,

Se acreditares em ti.

Tenham fé porque continuamos em pé
E a utopia, que é uma cerveja fria,

Merece ser bebida

Para nos matar a sede.