Por Joaquim Neves, Engenheiro

 

Havendo novas eleições, não podemos deixar de apresentar a nossa candidatura e de levar a sufrágio novamente as nossas ideias, que ao longo dos últimos anos temos defendido e que marcam claramente a diferença de pensamento entre nós e a gestão de Celso Ferreira.

Como tal, apresento-me como candidato à liderança da concelhia do PSD de Paredes.

As eleições autárquicas estão aí. É tempo de nos unirmos, de procurarmos soluções concretas e objectivas, mas acima de tudo, é tempo de encontramos um candidato. Um candidato credível e com espírito de mudança, porque o PSD-Paredes não pode continuar a agir, como até aqui.

Custa-me a entender como é que se pode sequer cogitar o nome de Rui Moutinho para candidato. Parece-me que existe vontade de alguém de entregar a Câmara ao PS. Não devemos pôr o interesse pessoal à frente dos interesses do partido. E muito menos devemos votar em soluções que, todos sabemos, não nos podem dar a vitória.

O que Celso Ferreira está a fazer é inqualificável e chega a ser maquiavélico.

Aquilo que fez ao seu vice-presidente, que sempre o apoiou, é reflexo de um padrão de personalidade de alguém que é egocêntrico e egoísta e que não olha a meios para atingir todos os fins que tem necessidade no momento. Por isso aparece, e neste momento, propõe um candidato que é só o responsável máximo pelas finanças da Câmara. Porque será?

Então agora não era altura de estar com o Pedro Mendes e apoiá-lo, para assim fazerem uma transição como deve ser? Mas não. Continua fazer o mesmo que fez a outros vereadores, assessores, chefes de gabinete, etc…

Usa e abusa de quem, de espírito aberto, tenta fazer o melhor por Paredes.

Usa e abusa de quem sempre o apoiou e decide por sua única e exclusiva vontade apoiar alguém, que pode ser muito boa pessoa, mas que como candidato deixa muito a desejar.

É isto que queremos para o PSD?

Andar sempre atrás dos caprichos de um, que só por desonestidade intelectual e revanchismos passa por cima de tudo e todos.

Não pode ser assim. Isto é a atitude de quem não pensa no que é melhor para o PSD e para Paredes. Isto é a atitude de quem só pensa em si próprio e na forma como pode influenciar o futuro da nossa terra.

E nós não podemos deixar. Quem não se revê nestas práticas deve-se juntar a nós e combater aquilo que não nos interessa.

Devemos entrar em consensos e, naturalmente, escolhermos quem será o nosso candidato, a partir dos nomes da nossa lista, que felizmente representa o PSD-Paredes de uma forma transversal.

Nesta altura não posso, nem devo admitir que a minha candidatura à Comissão Política, seja vista como uma candidatura imediata à Câmara Municipal.

Se for eleito, quero que todos juntos façamos uma equipa capaz de apresentar aos paredenses um programa sério e honesto, com as pessoas mais capazes de executar esse programa. E que sejam o reflexo do que o Povo tem necessidade e quer.

Não nos deixemos iludir nem enganar.

O tempo de Celso Ferreira já passou, e se ele não tem hombridade de se afastar, afastámo-lo nós!

Viva o PSD!

Viva Paredes!