Existem perigos difíceis de controlar e dificuldades difíceis de superar, no entanto em Aguiar de Sousa o que é fácil parece que se quer tornar difícil.

Uma ponte com cerca de cinquenta anos que passa sobre a ribeira de Enxudes nesta freguesia paredense parece que se está a tornar num problema que apesar de ser de fácil resolução, corre o risco de se transformar numa tragédia de difícil compreensão. Esta ponte de granito serve de acesso entre Aguiar de Sousa e Covelo (Gondomar), e foi em tempos idos uma das principais rotas comercias desta zona geográfica. Contam-se histórias dos vendedores de melancia de Paços de Ferreira, que para fazerem chegar o seu produto ao Porto, por aqui passaram durante vários anos, sendo ainda hoje visível as marcas feitas na pedra pelos rodados dos carros de bois. Apesar desses tempos já há muito terem passado e de Aguiar de Sousa possuir hoje em dia um aceso a uma das mais modernas vias de comunicação do nosso país, este acesso é ainda muito utilizado, principalmente por agricultores da região, mas também por entusiastas do todo-terreno e BTT. No entanto, a ponte que une Paredes a Gondomar está cada vez em pior estado e requer uma manutenção que apesar de não ser dispendiosa, requer alguma logística.

A ponte não se está a desfazer, nem nada que se pareça, mas o facto de duas das pedras de grandes dimensões que a suportam estarem a mover-se diariamente está a provocar uma situação periclitante e perigosa, que urge corrigir enquanto é tempo.