Sentença. A Paróquia de Castelões de Cepeda já começou a pagar à família enlutada e promete cumprir escrupulosamente a decisão judicial. A indemnização inicial era de 155 mil euros aos pais do malogrado Paulo Sérgio Pacheco. Agora a Relação Tribunal reduziu o valor em 10 mil euros. Pároco quebra o silencio sobre este caso.

António Orlando – texto

Foto DR

O Tribunal da Relação do Porto (TRP) reduziu para 145 mil euros a indemnização a pagar pela paróquia de Castelões de Cepeda à família do menino que morreu atingido pelo ramo de uma árvore plantada no Adro da Igreja.

O acórdão confirma a condenação da paróquia de Castelões de Cepeda em primeira instância, mas reduziu o valor da indemnização em dez mil euros.

Em causa está o montante indemnizatório quanto ao dano não patrimonial sofrido pelo menor, que os juízes desembargadores decidiram fixar em cinco mil euros, em vez dos 15 mil fixados pelo Tribunal de Penafiel.

Os pais da criança, que tinha 10 anos quando se deu o acidente, vão ainda receber 80 mil euros a título do dano não patrimonial que sofreram e mais 60 mil euros pela perda de direito à vida do menor.

O TRP entendeu que a ré não provou que manteve sobre a dita árvore, a vigilância e o cuidado que lhe eram exigidos ou que a queda da mesma sempre ocorreria qualquer que fosse o seu cuidado e, por isso, “é responsável pela indemnização devida aos autores pela morte do seu filho menor, em consequência da queda da dita árvore”, pode ler-se no acórdão.

Paróquia discorda, mas acata decisão judicial

A Paróquia de Castelões de Cepeda já entregou 50 mil euros aos pais de malogrado Paulo Sérgio e a curto prazo pretende liquidar a fatura de 145 mil euros.  A decisão foi tomada pelo Conselho Pastoral reunido, na passada segunda-feira e revelada ao Progresso de Paredes, pelo padre de Castelões de Cepeda, Vitorino Soares.

“Isto abre-nos outra ferida. A primeira ferida tinha sido a morte da criança que nos magoou, entristeceu e nos revoltou.  E agora a família abre-nos outra ferida, na comunidade, que é pagar uma indemnização que não é o Padre, não é a Comissão Fabriqueira é toda a comunidade que por vezes se priva de muitas coisas. E esta ferida vamos ter que aguentar”, começou por desabafar, Vitorino Soares que aceitou quebrar o silêncio sobre o assunto a que estava remetido desde o dia do incidente que vitimou a criança de 10 anos (..)

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