Rotina

Coei-lhe o café
dos olhos
e diluí a insónia
num copo de água.
Reguei os poemas
e alimentei as rosas.

Abri a janela
e deixei o peito
a curar da sombra noturna,
dos silêncios medonhos,
da lua fria.

Da angústia dilacerante
junto aos pulsos.

 

Poema de Nuno F. Silva