Eleições. Sete meses após ter sido eleita a Comissão Política Concelhia (CPC) de Paredes do PSD, liderada por Pedro Mendes demitiu-se com estrondo. A demissão ocorreu, no dia 27 de outubro em reunião acalorada.

António Orlando- textos

A nova purga eleitoral interna do PSD promete ser disputada palmo a palmo. Se Rui Moutinho diz ter com ele o presidente da Câmara, os presidentes de junta e a JSD, Joaquim Neves que obteve 40,90% nas anteriores eleições ganhas por Pedro Mendes (54,54%), promete ir a votos com uma lista onde constam, Raquel Moreira da Silva e Conceição Bessa Ruão, entre outros.

A presentação da candidatura de Rui Moutinho às autárquicas à revelia da Concelhia é a causa apontada para a demissão em bloco da CPC de Pedro Mandes e a consequente necessidade de chamar, de novo, os militantes a eleger uma nova CPC que assuma as rédeas do PSD a um ano das eleições autárquicas. Já Celso Ferreira é apontado como o efeito da crise por, dizem, ter promovido desde a primeira hora o seu chefe de finanças a candidato à sua sucessão “ao arrepio dos órgãos do partido.

Em nota dirigida às redações pela concelhia demissionária, é dito que a convocação do mais breve possível de eleições no partido, surge na sequência “das evidentes divergências internas, proporcionadas por influências externas ao próprio órgão, que subverteram a linha programática desta comissão política, e que tendiam a agudizar-se e em total desrespeito pelas normas e estatutos do PSD”.

Na declaração de demissão do Presidente da Comissão Política, Pedro Mendes, lamentou não ter tido a possibilidade, com o seu grupo de trabalho, de concretizar em pleno o mandato que os militantes lhe atribuíram, não tendo dúvidas, que seria um projeto vencedor, e que o mesmo só não se concretizou por uma incompreensível interferência do presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira. “Manietou a consciência das pessoas já que pretende assumir, seja a que preço for, a liderança da escolha do candidato do PSD às próximas autárquicas”, refere Pedro Mendes.

O vice-presidente da Câmara de Paredes, e presidente demissionário do PSD/Paredes, recorda a sua entrega e dedicação ao projeto político, liderado Celso Ferreira, ao longo de quase 12 anos – e muita mais de amizade pessoal -, fatores que na opinião de Pedro Mendes “não lhe mereciam que o atual presidente da Câmara potenciasse, junto de outros, golpes baixos e atitudes menos esperadas”.

Pedro Mendes confirmou, ao jornal Progresso de Paredes, que não é recandidato ao cargo e que “a seu tempo, quando os candidatos se perfilarem irei emitir opinião sobre quem apoiarei com muita assertividade”.

O jornal Progresso de Paredes, nas páginas do destaque desta edição, questiona os social-democratas que já assumiram que vão a votos nas eleições da CPC de Paredes do PSD.