ENTREVISTA.  O candidato à Câmara de Paredes pelo partido Socialista (PS), Alexandre Almeida responsabiliza Rui Moutinho e Celso Ferreira pelo passivo da Câmara “gigantesco superior a 107 milhões de euros”. O socialista que quer dar nova vida a Paredes admite mexer no trânsito da cidade de Paredes.

António Orlando – texto

Alexandre Almeida, 43 anos, natural de Rebordosa, licenciado, em Economia pela Universidade do Porto e em Direito pela Universidade Católica é, desde 2009, vereador na Câmara de Paredes.

1- Que novos argumentos está a apresentar aos paredenses para que estes, no dia 1 de outubro, lhe possam dar a presidência da Câmara Municipal?

Estou a apresentar um conjunto de propostas que vão melhorar o Concelho de Paredes como um todo. Veja o caso do alargamento da rede de Saneamento Básico, que é uma vergonha termos uma cobertura tão reduzida, não mais que 40% do território de Paredes. Isto não é digno de um concelho da área metropolitana do Porto em pleno seculo XXI. Veja também o caso da redução do IMI para a taxa mínima que vai abranger todas as freguesias. Depois temos no nosso programa propostas mais dirigidas à Cidade sede do Concelho- Paredes, e outras mais vocacionadas para as freguesias mais industrializadas do Norte do concelho e outras mais vocacionadas para as freguesias do Sul do Concelho. O atual executivo da Câmara matou a cidade de Paredes. Nós vamos dar nova vida à cidade de Paredes. Nas freguesias mais industrializadas, vamos ter preocupações com a atração de mais empresas e a criação de novos postos de trabalho. Nas freguesias do Sul do concelho estaremos muito ativos no aproveitamento das suas belezas naturais e arquitetónicas. Vamos pela primeira vez no concelho de Paredes ter uma política de Gestão Florestal e de proteção da Floresta contra incêndios.

 2- No caso de vencer a Câmara, irá pedir a realização de uma auditoria às contas da Câmara?

É claro que vamos pedir uma auditoria rigorosa às contas da Câmara. A Câmara está a fazer obras à pressa no final do mandato e a empurrar os seus pagamentos para 2018. Nós vamos ter de apurar a verdadeira divida da Câmara. A meio de 2017 já tínhamos um passivo gigantesco e inadmissível, superior a 107 milhões de euros. Para além disso, a Câmara tem contra si um processo de fraude, falsificação de documentos e corrupção, que lhe foi movido por um organismo europeu anti- fraude- OLAF, e nós temos de conhecer todos os contornos desta situação gravíssima.

3- A sua descrença nas contas municipais tem que ver com a atuação do Diretor Financeiro, Rui Moutinho, seu adversário político ou com Celso Ferreira?

São os dois que são responsáveis por chegarmos a 2017 com um passivo gigantesco superior a 107 milhões de euros. E são ambos responsáveis por (…)

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