Festa. Vinte anos depois do seu nascimento, o grande desafio da Fundação A Lord é construir uma biblioteca de raiz. Teatro LORDator Juvenil faz uma homenagem à encenadora Eugénia Gonçalves deixando-a com uma lágrima no canto do olho.

António Orlando – texto

 

A Fundação A LORD, no sábado dia 3 de dezembro, comemorou o seu 20.º aniversário e o 16.º aniversário da sua Biblioteca, no Auditório A LORD.

O programa festivo, foi bonito e diversificado, contou com teatro, canto e dança, numa encenação do grupo de teatro LORDator Juvenil, pertencente à Fundação A LORD.

Francisco Leal, presidente da instituição, no final do espetáculo subiu ao palco para cantar os parabéns e sopraram as velas do bolo do duplo aniversário que mais tarde foi degustado com um Porto d´honra pela plateia que esgotou o auditório.

Nas palavras de circunstância, Francisco Leal, agradeceu o presente que a plateia lhe deu ao esgotar por completo o auditório. “Esta era a prenda que nós queríamos. Muito abrigado”, disse.

Antes o responsável fez a síntese da atividade desenvolvida pela Fundação A LORD, nomeadamente, pela Orquestra que há uma semana tinha “conquistado o 2º lugar no Concurso Internacional de Bandas Filarmonia D´Ouro de Santa Maria da Feira, na primeira categoria, a mais importante, tendo ultrapassado a pontuação mínima exigida para o primeiro prémio juntamente com outras bandas tendo nesta ultima seleção obtido o 2º lugar por uma diferença mínima (0,25) para o primeiro classificado. O Maestro Rui Leal da Orquestra A LORD ganhou o prémio de melhor Maestro do certame. O que nos enche de orgulho”, concluiu.

O orgulho de Francisco Leal, estendia-se, também, ao teatro LORDator Juvenil, que este ano decidiu fazer uma homenagem à encenadora Eugénia Gonçalves deixando-a com a lágrima no canto do olho pela emoção do momento.

A responsável está há quatro anos a moldar 18 jovens atores, esmagadoramente meninas, “porque elas vêm em grupo e dessa forma conseguem ultrapassar a barreira da vergonha. Os rapazes, mais individualistas, sofrem mais com os complexos e não aparecem. Depois também há a questão do trabalho, muitas vezes longe de Lordelo”, é como explica Eugénia Gonçalves a maior adesão feminina à interpretação teatral.

Vinte anos depois do nascimento da Fundação A Lord, a meta a atingir a curto/médio prazo é a construção de uma biblioteca de raiz, tal como há 15 dias foi revelado por Francisco Leal em entrevista ao Progresso de Paredes.  Um ganho já adquirido para a instituição foi a aquisição de um novo autocarro para o transporte de crianças para as atividades da A LORD. O veículo foi apresentado, no domingo, dia 4 de dezembro.