Por Vasco Ribeiro, diretor

Por algum barulho que de vez em quando ouço na rua e por certas caras, mais ou menos conhecidas, com que deparo penduradas em cartazes quando estou ao volante, apercebi-me que entramos num período cíclico da democracia chamado “Período de Campanha Eleitoral”.

Esta entrada formal a mim não me diz muito pois já há bastante tempo, demasiado na minha opinião, se sentia todo este folclore a invadir a nossa intimidade com certas frases bombásticas, mas inócuas, com certos clichés, mais que gastos e por isso inofensivos, sobre os quais nos apraz dizer, não o habitual “mais do mesmo”, mas um expressivo “O mesmo do Menos”.

Apelam-nos todos que façamos uma escolha, se não pelo mérito, pelo menos, pelo menor demérito.

Não gosto desta campanha eleitoral.

Nem me identifico com ela. Está cheia de unilateralismo, pontuando quem tiver atrás de si uma maior horda ululadora que consiga berrar mais alto no esforço vão de se fazer ouvir pelos céus.

Estou por isso ansioso que esta campanha eleitoral acabe e passe. Como todas as outras acabaram e passaram e não nos deixaram particularmente felizes.

Ansioso porque e para que, depois, comece a Minha Campanha Eleitoral: Por isso, para logo a seguir ao dia 1 de outubro de 2017 anuncio o início da minha campanha eleitoral.

Aquele que for eleito, será por mim (e por todos nós) escrutinado e desafiado a fazer por mim o que eu faria por ele se fosse eu a ter sido eleito.

Sim, serei de tal modo exigente!

O que for eleito (os que forem eleitos) bom é que saiba(m) no que se mete(m) porque eu, na minha muito pessoal campanha eleitoral que começa no dia 1 de outubro, PROMETO que não o deixarei em Paz caso defraude(m) o Bem da causa Pública para cuja defesa anseiam ser eleitos.

Que essa ansiedade não seja por motivos pessoais, por mesquinhezes individuais ou de grupo.

Seja quem for o eleito, cá estarei para falar em nome dos enteados!