Na edição anterior, referi que há clubes que têm atletas a viver sob a sua responsabilidade. Prática de há muitos anos. Mas há cada vez mais clubes que os têm; já não são só os “grandes” e os mais endinheirados. Estamos a falar de atletas do futebol de formação, entre os 16 e os 19 anos.

No entanto, a inspecção aos lares, academias ou casas dos clubes devia ser bem apertada. E digo, por conhecimento, que não é. Durante estes meses que não treinei, uma das coisas que fui fazendo foi conhecer como se trabalha em alguns destes clubes e presenciar o dia a dia destes jovens, assim como as condições de que usufruem.

Posso dizer que fiquei espantado, em alguns casos, com a falta de condições, e noutros, com o excesso delas. Mas o que mais me preocupou foi, de certa forma, como há clubes que não dão a atenção necessária a esses atletas, porque eles estão sozinhos, sem a família e há coisas que têm de ser supervisionadas, e não são. De alguns clubes, a negligência é tal, que não há controlo sobre (…)


Pode ler este artigo na íntegra na edição de 15 de fevereiro, em papel ou na edição eletrónica subscrevendo-a neste site.