Por Cristiano Ribeiro, Médico

Com as primeiras chuvas deste final de Verão terminam os grandes incêndios florestais deste ano. É altura de uma reflexão adequada por parte de técnicos, políticos e população atingida ou em risco. A realidade mostra uma grande área ardida (1 milhão de hectares em uma década), mobilização enorme de recursos humanos e financeiros no combate com incansável trabalho de bombeiros e outros intervenientes, populações atingidas no seu património, ambiente, investimentos e no seu rendimento corrente, momentos inesquecíveis de angústia e desespero. Mas não aprendemos nada com o passado ou estamos perante um problema insolúvel?

Pergunto: poderão todos os autarcas dormir com a consciência tranquila? Fizeram todos o possível para assegurar a protecção da floresta e da população rural e não rural? A resposta, dura como punhos, é NÃO.

Autarcas que assumem tantas vezes a vontade de assumir novas competências da Administração Central não podem invocar como alheia às suas competências a defesa da floresta, a defesa do espaço territorial. É uma contradição. Deverão, sim, exigir a responsabilidade e os meios de actuação. Serão mais úteis do que quando se assumem como comissões de festas, ou (…)

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