Rui Silva: “As eleições de 2017 vão representar uma viragem para o CDS”

A candidatura de Rui José Silva, atual membro da assembleia municipal de Paredes, foi a escolhida para liderar a Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Paredes nos próximos dois anos.

Em entrevista ao jornal “O Progresso de Paredes” o gerente bancário de 46 anos, licenciado em história, garante que quer rejuvenescer e dinamizar a concelhia e traçar caminho rumo ao poder nas próximas eleições autárquicas.

O que o levou a candidatar-se à Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Paredes?

Em Paredes, nas últimas eleições autárquicas, o CDS foi fortemente penalizado quer pelo desgaste natural da governação quer pela ilusão de muitos eleitores que votando nos socialistas poderiam mudar as políticas que vêm sendo seguidas no nosso concelho. Não houve tempo nem condições para que as propostas fossem devidamente divulgadas e avaliadas pelos eleitores. O mau resultado que obtivemos tem que ser alterado. Este é o momento certo para iniciar um trabalho de fundo que permita apresentar um programa consolidado, de modo a que todos possam escolher em consciência.

“Quero transformar o CDS num partido

presente no dia-a-dia da vida do concelho”

Encabeçou uma lista única a este lugar. Isto é um sinal de unificação ou um indício de que os militantes estão afastados do partido?

É certamente um sinal de unidade do partido. O que, por si só, não significaria nada se não existisse, como existe, uma forte determinação de trabalhar em prol do CDS e, sobretudo, do concelho de Paredes. A Comissão Política será alargada, com elementos de todas as freguesias, dispostos a trabalhar, apresentar propostas e soluções para todos, possibilitando uma estratégia global para o concelho e não um conjunto de medidas avulsas alteradas e ajustadas conforme os sabores e as marés.

Que mudanças quer trazer para a concelhia do CDS-PP de Paredes?

Em primeiro lugar, desenvolver um trabalho a médio prazo, com os olhos postos nas próximas autárquicas. Mas por outro, transformar o CDS num partido presente no dia-a-dia da vida do concelho. Mais interventivo, com ideias e alternativas às medidas de que discordámos e sem medo ou tacticismos que o impeçam de apoiar o que merece a sua concordância.

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Sabendo que nos últimos anos a concelhia do CDS-PP de Paredes tem perdido um grande número de militantes como pensa inverter esta situação?

Temos perdido mais eleitores do que militantes. O importante é que os que existem, e são muitos e bons, estejam ativos. Como lhe disse, os primeiros sinais são muito encorajadores. Com a progressiva divulgação das nossas ideias, com empenho e seriedade, estou certo que muitos mais se juntarão a nós.

“Em 2017 o CDS terá uma palavra decisiva para a composição do próximo executivo”

Acredita que o seu projeto tem potencialidades para atrair os militantes?

Acreditar terá que ser uma palavra sempre presente, pois não lutamos com armas iguais dos outros partidos (PSD e PS), não temos o poder, nem ficamos a meia dúzia de votos de o ter. Estou convicto que o nosso projeto para o concelho será o melhor.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição em papel, de 4 de julho, ou subscreva assinatura no nosso site.