O Executivo da Câmara Municipal de Paredes quer que o Governo reveja a decisão de proibição das feiras. Reunido esta manhã, por videoconferência, o Executivo liderado por Alexandre Almeida considerou a medida como “demasiado gravosa para o setor das feiras e que deixa os feirantes do Concelho sem poder trabalhar”.

O funcionamento das feiras em Paredes, sustenta a autarquia, “decorre com organização de acordo com o plano de contingência e regras apertadas, com todos os feirantes a usarem máscara e a cumprirem as normas de distanciamento e de higienização”.

Assim, a câmara de Paredes vai comunicar à Área Metropolitana do Porto e ao Governo “a disponibilidade do Município de Paredes para rever a medida de proibição das feiras”. 

Para apoio ao setor das feiras, a câmara de Paredes “irá proceder de imediato à isenção das taxas” de ocupação de terrado referentes ao último trimestre de 2020 e “devolver de forma automática o valor aos feirantes que já pagaram” essa mesma taxa.

Quanto às restantes medidas aprovadas pelo Governo no passado sábado, em Conselho de Ministros extraordinário,  a câmara de Paredes explica que a medida de encerramento dos cafés, bares e pastelarias às 22 horas e dos restaurantes (às 23 horas) já tinham sido antecipadas pelo Município e aplicadas aos estabelecimentos no concelho de Paredes, desde 22 de outubro, havendo agora apenas a antecipação de encerrar a restauração às 22.30 horas e a extensão de fecho também para todos os comércios às 22 horas.

Entretanto o Primeiro Ministro, António Costa, esta manhã, pediu ao Presidente da República a declaração de estado de emergência “com natureza preventiva”.

O estado de emergência terá extensão superior a 15 dias. A liberdade de circulação poderá ser limitada de forma pontual.