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A 3 de Janeiro de 1931 saiu a primeira edição de “O Progresso de Paredes”. Com quase 90 anos de publicações ininterruptas, este quinzenário, um dos jornais mais antigos do país, mantém os olhos postos no futuro, sem nunca esquecer a sua história e o seu passado.


“O Progresso de Paredes” está, atualmente, vocacionado para a difusão de noticiário relativo ao concelho de Paredes. Começou por sair semanalmente, com apenas quatro páginas a preto-e-branco. O primeiro número, guardado nos arquivos dos periódicos da Biblioteca Pública do Município do Porto, foi impresso a duas cores. A primeira e última páginas a vermelho, as duas interiores a preto.

Quatro páginas de texto, onde os pequenos anúncios publicitários já davam o ar da sua graça. O jornal não tinha fotografias a ilustrar os artigos, até porque ainda estávamos na década de 30 e a tecnologia estava longe de ser o que é. A primeira edição deste jornal era composta por algumas notícias das freguesias do concelho de Paredes, da autoria de correspondentes locais.

A publicação viu a luz do dia sob a alçada do administrador José Ferreira da Rocha e do diretor e editor A. Malheiro. Sete anos depois, foi adquirida pela família Ruão, onde permaneceu até à década de 90. Em meados de 1990, o jornal passou para as mãos do administrador, que mais tarde foi também diretor, José Maria de Sousa Ferreira Alves. Ilídio Meireles foi diretor desde essa data até meados de 2005. Manuel Ferreira Coelho, que estava no jornal desde 1990, tornou-se desde essa data diretor, tendo terminado funções em janeiro de 2015. Desde essa data, Vasco Ribeiro tornou-se diretor d’ “O Progresso de Paredes”, mantendo esse cargo na atualidade. “O Progresso de Paredes”, em finais de 2008, passou a ser propriedade da sociedade anónima Uni-Comunicação.

A razão para o nome do jornal está impressa numa das primeiras edições, publicada em Fevereiro de 1931, onde pode ler-se que “progresso é sinónimo do trabalho árduo a que este pequenino jornal se tem devotado em benefício do bem colectivo – do levantamento social”.

Hoje, em pleno século XXI, o quinzenário está muito diferente, fruto da evolução natural dos tempos. O conteúdo e a imagem são outros. O jornal, que começou por ser publicado todos os sábados, sai agora de quinze em quinze dias, à sexta-feira, levando aos leitores 24 páginas de informação. Refira-se que, neste momento, “O Progresso de Paredes” tem mais de 4.500 assinantes espalhados pelo país, pelas ilhas e pelos quatro cantos do mundo. Mensalmente são mais de 5 mil os exemplares impressos que levam as novidades aos leitores. Os leitores adeptos das novas tecnologias podem acompanhar a atualidade do que importa saber no online, do site de “O Progresso de Paredes”.

Com os olhos postos no futuro e na modernização “O Progresso de Paredes” mostra ainda algumas marcas do seu passado, como sendo o rigor da informação e a verdade dos factos. Lembre-se que o passado foi marcado pela censura, própria do regime ditatorial que cessou com o 25 de Abril de 1974. Mas ultrapassadas todas as vicissitudes e todos os obstáculos, o jornal afirma-se hoje no panorama da informação regional como uma publicação séria e credível.

“O Progresso de Paredes” é um jornal moderno que também sobrevive com a ajuda dos correspondentes das freguesias, que escrevem pequenas notas informativas da sua terra a título gracioso, e dos cronistas que vão dando a sua opinião sobre os mais variados assuntos.

A redação esforça-se por fazer um jornalismo ágil, independente e comprometido apenas e só com os leitores. Pois é para os leitores que trabalhamos diariamente.