IRA salva animais mal tratados em Cete

Foi no dia 13 de novembro que o IRA foi chamado a Cete para salvar a vida de dois gatos que viviam dentro de uma gaiola. 

Ao chegarem ao local o que viram não foi agradável, os animais estavam rodeados de fezes e urina, a água suja e contaminada e a comida podre. Naquele espaço não havia um sítio limpo e seco onde os gatos se pudessem deitar. 

Porém, passados poucos minutos de verem este cenário de horror, descobriram outra gaiola com mais dois gatos. A segunda jaula era um pouco maior e permitia que a sujidade estivesse concentrada num só local. Eram dois machos e duas fêmeas. 

Foi ainda descoberto um cão acorrentado, o animal encontrava-se muito assustado e reagiu com medo à presença da equipa do IRA. O cão tinha “as orelhas comidas de parasitas, encontrando-se em carne vida”. 

Pela reação do cão puderam concluir que ele viveu a vida toda preso, longe de qualquer interação humana, com outro animais, sem carinho, sem brincadeira, sem conforto, estímulos ou companhia. 

Com apenas quatro anos de vida, este cão tem os dentes todos danificados, por tentar libertar-se da corrente ao longo de toda a sua longa vida de prisão. 

“É isto que algumas pessoas do mal fazem e causam aos mais indefesos. Traumas psicológicos tão grandes que os levam a comportamentos de mutilação.” 

Os contornos desta história só ficam piores quando o IRA explica que “só foi possível retirar o Mustang daquele local com recurso a um alicate de corte, pois a corrente que o prendia estava soldada à coleira que o apertava”. A conclusão é simples, o animal não era solto e depois preso em nenhuma ocasião, o objetivo era mantê-lo preso sempre e para sempre. 

Os donos alegaram não ter condições económicas, mas segundo a organização “nada justifica obrigarem os animais a viverem desta forma nojenta”. 

A escolha da família foi manter os animais fechados no exterior, sem os permitir viver dentro de casa ou permitir a liberdade de viverem à solta, com a desculpa de caçarem ratazanas quando estão soltos. 

Mas a gravidade aumenta quando é revelado que a família nunca pediu ajuda a nenhuma instituição, considerando o IRA que é “intencional a violação do bem estar destes animais”. 

Os animais foram resgatados, ou seja retirados aos donos e levados para avaliação veterinária. 

Foi solicitada a presença da GNR no local, como é procedimento do IRA, mas a GNR local não conseguiu estar presente devido ao elevada número de ocorrências em espera.Porém os animais foram resgatados, levados para tratamentos médicos. Seguiu-se a participação desta situação ao Ministério Público.