Joaquim Neves, Manuel Moreira e Domingos Barros homenageados em Rebordosa

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Rebordosa celebrou no passado dia 23 de setembro o seu 45º aniversário. Neste dia dedicado ao passado, presente e futuro da instituição, foram homenageadas três pessoas, pelo contributo que têm vindo a dar ao longo da história desta corporação. 

As instalações inauguradas em 1989 foram renovadas o ano passado e foi nesta casa renovada que se fez a festa. 

Foram benzidas novas viaturas neste dia e feitos enormes agradecimentos aos associados, beneméritos e empresas que têm vindo a ajudar a associação. 

José Moreira, presidente do conselho fiscal recordou que “Humildade para servir é o nosso lema e quem não vive para servir não serve para viver”. 

Medalha de Prata: ex-presidente do Conselho Fiscal – Joaquim Neves

 

Joaquim Neves tomou posse como presidente do conselho fiscal em 2008 e esteve no cargo até ao final de 2015. Foi ainda Secretário relator de 2016 a 2021. E integra atualmente o conselho superior desde janeiro de 2022. 

Foi distinguido pela dedicação que demonstrou durante 14 anos, pela forma positiva como contribuiu para a identidade da instituição e para a sua projeção. A direção deliberou a atribuição da Medalha de Prata ao Eng Joaquim Neves em 2022. 

O Comandante Paulo Ferreira dirigiu-se a este homenageado como: “És um dos nossos, um homem da casa. A homenagem que recebes hoje é mais do que merecida pelo teu trabalho, que ao longo destes anos envolve a associação e o nosso corpo de Bombeiros. Sei perfeitamente que podemos contar contigo, seja a que horas for, para aquilo que nós precisamos e vamos continuar a trabalhar todos os dias, todos os anos e discutir, principalmente no Bazar do Móvel, sobre o lugar onde devemos colocar os móveis”. 

 

Abel Moreira destacou toda a ajuda que foi dando ao longo dos anos e o contributo em angariar muito dinheiro para a associação. 

 

Joaquim Neves agradeceu à associação por este gesto e recorda que “Há um ano quando o senhor presidente me ligou a dizer o que queriam fazer fiquei extremamente sensibilizado”, recordando que só este ano foi possível a entrega da medalha por motivos de saúde, mas que recebeu a notícia desta decisão com enorme carinho. 

“Senti que o que tinha feito nesta casa tinha sido de coração cheio, sempre de boa vontade. Esta casa onde eu fui cadete e depois voltei muito mais tarde para os órgãos sociais. Onde me senti sempre muito bem. Tenho a certeza que todos vocês que aqui trabalham têm o mesmo sentimento que eu. Esta casa é que nos faz a todos dar o melhor de nós aos outros. Mas nós só temos esse sentimento porque a nossa educação assim nos ajuda, os nossos pais ensinaram-nos que fazer o bem aos outros vale sempre a pena, e por isso devemos agradecer aos nosso pais os valores que nos incutiram. Agradeço em especial aos meus pela educação e valores que me deram”. 

E indica que pretende conseguir transmitir esses mesmos valores aos seus filhos.  

Recorda que aqui passou bons momentos e que mesmo que por vezes o trabalho que façam não seja visível, que o que motiva a direção e os órgãos sociais é o bem estar da corporação e da comunidade. “O que conta e é a nossa prioridade é criar condições aos bombeiros para que façam um bom trabalho, eles são a nossa imagem e o reflexo do que nós somos e tenho a certeza que todos nos orgulhamos disso”, indica. 

Sobre a missão explica que “Estamos sempre prontos para ajudar o outro, mesmo se as pessoas não nos reconhecerem esse mérito, sempre tivemos esse lema, bondade, sorriso e serviço aos outros”. 

Salienta ainda o tempo que todos na associação retiram às suas famílias para se dedicarem a esta causa. Agradece por isso à sua esposa e filhos o apoio e o tempo que foram dispensando da sua presença em prol dos bombeiros. 

“A vida nos dará em dobro quando estamos a ajudar alguém” termina.

Leia a reportagem completa na edição do jornal “O Progresso de Paredes”, do dia 28 de setembro de 2023, edição nº3569.