Miguel Guimarães, ex-Bastonário da Ordem dos Médicos debateu em Paredes o estado da Saúde

No passado dia 14 de junho, a sede do PSD Paredes recebeu uma tertúlia, com a participação de Miguel Guimarães, ex-Bastonário da Ordem dos Médicos.

Foram debatidos diversos temas relacionados com a saúde no país e na região do Tâmega e Sousa que contou com casa cheia, segundo a organização.

Miguel Guimarães iniciou a sua intervenção chamando a atenção para a última sondagem do jornal Expresso que referia que 74% dos inquiridos está descontente com os serviços praticados na área da saúde no nosso país. “A região do Tâmega e Sousa não foge à regra” disse o ex-Bastonário da Ordem dos Médicos. E apontou o dedo ao que se passa no Hospital Padre Américo, em Penafiel, que foi idealizado para servir 200 mil utentes e hoje a realidade exige que esta unidade de saúde atenda mais de meio milhão de pessoas.

“O poder político tem, e muitas, responsabilidades nesta matéria. Portugal é dos países que mais forma médicos, enfermeiros e outros especialistas neste setor na Europa. Mas uma elevada percentagem destes profissionais opta pelo privado, em detrimento do SNS, ou por exercer a sua profissão no estrangeiro. Isto porque as carreiras e os honorários estão completamente desfasados no que concerne a outros países e às unidades de saúde privadas”, lamentou Miguel Guimarães.

Miguel Guimarães reconheceu que a melhoria dos “chamados” centros de saúde/ USF dependem dos ministérios da Saúde e das Finanças.

“A população de Paredes e dos concelhos limítrofes não deve ficar calada. Os problemas nos Hospitais de S. João ou de Santa Maria vão-se resolvendo porque a Comunicação Social vai fazendo quotidianamente eco dessas falhas graças à pressão dos seus utentes. Apelo, por isso, que exista sempre uma pressão da população sobre o poder político para que este melhore as prestações do SNS, nomeadamente do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa”, observou o ex-Bastonário do Médicos, apelo que foi corroborado por Ricardo Sousa.

Também foi abordada a questão das Unidades Locais de Saúde (ULS), em que o único estudo conhecido tem tudo para correr mal. De acordo com Miguel Guimarães, a legislação teria que mudar e a sua implementação deveria ser feita de forma gradual, em função do sucesso das que se iam implementando.

Conclui-se que “há ainda muito por fazer para que o SNS corresponda às necessidades da população”.