Ministro da Administração Interna inaugurou novo posto da GNR de Lordelo

Miguel Macedo esteve na passada terça-feira, dia 22 de julho, na inauguração do novo posto da GNR de Lordelo e elogiou a qualidades das instalações onde os militares já estão instalados. O ministro da Administração Interna reconheceu a morosidade do processo e as condições “horríveis” em que os militares da GNR de Lordelo trabalhavam.

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Ao fim de “quatro protocolos”, a “falência do empreiteiro” e um “tornado, que provocou prejuízos de 90 mil euros, inauguramos finalmente este posto”. As palavras do ministro da Administração Interna durante a cerimónia de inauguração do novo posto territorial da GNR de Lordelo deixaram bem claro que a saída dos militares da guarda para as novas instalações foi um processo demasiado longo.

“Nesta obra tudo aconteceu”, reconheceu Miguel Macedo que durante a visita às instalações admitiu que “o caso de Lordelo era um dos mais emblemáticos das condições horríveis em que os militares trabalham neste país”. No antigo posto da GNR de Lordelo eram frequentes as infiltrações e a queda de pedaços do teto e evidente a falta de espaço para os militares trabalharem diariamente. “Condições horríveis e desumanas” que faziam deste posto territorial um dos piores do país.

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Ao fim de quase 50 anos o problema ficou resolvido e as novas instalações do posto territorial de Lordelo deixaram todos os presentes satisfeitos. “É uma grande alegria estar nesta cerimónia. A GNR está instalada em Lordelo há quase 50 anos, num edifício particular. E apesar de desde o seu início ser importante tomar decisões para a sua substituição definitiva, a verdade é que demorou quase 50 anos para que essas decisões conduzissem ao dia de hoje”, começou por dizer o presidente da câmara municipal de Paredes, que agradeceu o empenho político dos seus antecessores e dos antigos presidentes da junta de freguesia de Lordelo na resolução do problema.

“Toda a gente sabe das condições verdadeiramente desumanas em que os guardas trabalhavam. Hoje podemos dizer que temos menos um problema”, garantiu Celso Ferreira.

O autarca aproveitou a ocasião e a presença do ministro Miguel Macedo para deixar um pedido de avaliação do número de militares efetivos em Lordelo e Paredes, que garante estar “aquém das necessidades do concelho”, com cerca de 90 mil habitantes. “Pedia-lhe que avaliasse mais uma vez o número de efetivos que servem esta comunidade. O concelho do ponto de vista dos efetivos está claramente aquém das suas necessidades. Para um cabal funcionamento do papel da GNR recomenda-se que os efetivos possam ser reforçados”, reforçou o presidente da câmara de Paredes.

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Novo posto custou mais de 1,2 milhões de euros

O tornado que assolou o concelho de Paredes no início do ano provocou estragos na ordem dos 90 mil euros nas instalações do novo posto da GNR de Lordelo, obrigando a uma nova intervenção. Celso Ferreira salientou o “entendimento” do ministro da Administração Interna para a necessidade de mais um investimento, numa obra que custou mais de 1,2 milhões de euros. Miguel Macedo considerou que as instalações “um bocadinho acima das necessidades de um posto desta dimensão”, mas assumiu que foram uma “compensação” pela demora da administração central na resolução do problema.

Quanto ao pedido feito por Celso Ferreira de reforçar o número de efetivos nos dois postos territoriais da GNR no concelho, Miguel Macedo anunciou que 400 guardas terminaram recentemente a formação, mas frisou que a decisão de colocar os militares no concelho de Paredes cabe ao comando-geral da GNR.

“Tenho consciência de que temos algumas dificuldades a esse nível, mas já temos vindo a fazer alguns ajustamentos nesse sentido”, afirmou.

 

70 mil euros para criar residência para o GIPS

Durante a cerimónia de inauguração do novo posto territorial da GNR de Lordelo, Celso Ferreira anunciou um novo investimento do Governo na criação de uma área residencial, situada em Baltar, que servirá de dormitório para o Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) da GNR.

“Encontramos no senhor ministro a vontade e disponibilidade de reforçar o investimento na segurança pública no concelho, neste caso na freguesia de Baltar, que passará a ter uma área residencial para os guardas do GIPS que fazem patrulhamento e reforçam as necessidades de segurança”, salientou.

A área residencial ficará instalada na antiga escola primária de Baltar, edifício que vai ser requalificado. Atualmente a sede dos GIPS está instalada no quartel dos bombeiros voluntários de Baltar, mas devido ao número insuficiente de camaratas, parte dos militares é obrigada a dormir no quartel da GNR de Penafiel.