Foram cerca de 500 os idosos que marcaram presença na comemoração do dia internacional do idoso no concelho de Paredes. À semelhança doutros anos, a Misericórdia de Paredes assinalou a data com um convívio que reuniu 12 instituições de terceira idade. A propósito desta data importa dizer que Portugal é o oitavo país mais envelhecido do mundo e os idosos estão entre os mais pobres da Europa.

O dia para os cerca de 500 idosos começou bem cedo com uma missa na igreja matriz de Paredes dedicada aos idosos do concelho. Este ano o dia internacional do idoso foi novamente assinalado pela Santa Casa da Misericórdia de Paredes e regressou ao parque da cidade, onde decorre habitualmente.

Depois de um almoço convívio a tarde começou em festa com um programa musical e a atuação do artista Pedro. Entre os que à sombra se entretinham a jogar cartas e os que preferiam o pé de dança os sorrisos e a boa disposição eram notórios, num dia que é especialmente dedicado à partilha de experiências e histórias de vida.

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A festa durou toda a tarde e a muitos não faltaram forças para o pé de dança. A animação durou até bem perto das 16 horas, altura em que todos cantaram os parabéns aos mais de 500 idosos que se juntaram no parque da cidade.

A organização reforça que a participação tem aumentado de ano para ano, razão pelo qual alargaram o evento à comunidade. “Conseguimos reunir cerca de 500 idosos e 12 instituições de terceira idade do concelho e da comunidade sénior de Castelões de Cepeda, já que o evento foi aberto a todos os que quisessem participar”, garantiu Susana Pelota, da Santa Casa da Misericórdia de Paredes.

Tendo como principal objetivo o convívio e a troca de experiências entre os mais velhos e as associações participantes este evento reúne todos os anos largas centenas de pessoas. “O principal objetivo é assinalar o dia internacional do idoso com um convívio para a população sénior do concelho. No fundo quisemos presentear todos os idosos do concelho com esta festa que todos os anos a Misericórdia de Paredes realiza e abre a todo o concelho”, acrescenta Susana Pelota.

Dezenas de técnicos e auxiliares das instituições de terceira idade colaboram na organização e no apoio direto aos idosos. Este ano todo o concelho se fez representar no convívio que fez as delícias dos mais velhos.

“Eles manifestam agrado nesta atividade e são eles próprios que nos perguntam se vamos assinalar o dia do idoso. É sinal de que as pessoas gostam. Neste dia temos por hábito aplicar um questionário para saber o que foi mais e menos positivo, no sentido de, a cada ano, pudermos melhorar”, sublinha a responsável. 

Numa altura em que são conhecidas as graves consequências da crise na população mais idosa, nomeadamente o aumento dos casos de solidão, este evento assume ainda maior relevância. Susana Pelota reforça que as instituições de solidariedade social têm hoje responsabilidades acrescidas e maior procura, à semelhança deste tipo de eventos.

 “Vai-se notando de ano para ano um aumento do número de pessoas a participar. Por isso, também quisemos alargar o evento a toda a comunidade de Castelões de Cepeda”, sublinha.

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 Importância do convívio

Entre quem dançava e quem aproveitava a pausa da música para descansar, as opiniões eram as mesmas. Ao “Progresso de Paredes” vários idosos reforçaram que o “dia foi especial, não pela data que assinala, mas pelo convívio e diversão”.

Na comemoração do dia internacional do idoso em Paredes estiveram presentes 12 instituições do concelho: a Obra de Assistência Social de Sobrosa, Centro Social de Cete, Recarei, Gandra e Baltar, Associação para o Desenvolvimento de Rebordosa, Associação para o Desenvolvimento Integral de Lordelo, Associação para o Desenvolvimento Integral da Sobreira, Centro Social e Paroquial de Vilela, Casa do Povo de Bitarães, Centro Social São Pedro da Sobreira e a Santa Casa da Misericórdia de Paredes.

 

Testemunhos

Maria Costa, 80 anos

“Estou a gostar muito. Devia acontecer mais vezes durante o ano. É uma boa forma de esquecer as doenças”

 Manuel Neves, 76 anos

“Estes convívios são muito bons. Eu não perco nenhum”.

 Rosa Matos, 72 anos

“Estou muito contente por estar aqui. Gosto muito destas festas e acho que deveriam continuar. Gostava que houvesse ainda mais.”.