António Orlando – texto

Jorge Malheiro, presidente da câmara municipal de Paredes durante 17 anos, morreu hoje aos 79 anos. Foi o presidente da câmara que mais tempo esteve em funções e o segundo a presidir à Autarquia de Paredes depois do 25 de abril de 1974.

O Município já veio a público expressar condolências e decretar três dias de luto municipal, a cumprir hoje, amanhã e depois (dias 14, 15 e 16). A bandeira dos edifícios municipais será colocada a meia haste.

Jorge Malheiro marcou uma era da vivência do concelho colocando o CDS na presidência do município.

Concorreu à Câmara Municipal de Paredes em 1976, integrado, como número dois, na lista do CDS que ganhou as eleições. A 19 de agosto de 1977, por resignação de Francisco Ribeiro da Mota, assumiu o cargo de presidente da Câmara Municipal, tendo-se mantido no cargo nos dois mandatos subsequentes, até ao final de 1993. Deixou de ser presidente de Câmara ao ser derrotado pelo PSD de Granja da Fonseca após uma acalorada disputa eleitoral

Recebeu, em 2015 a Chave de Honra do Município de Paredes. Em 2017, pelos vários avanços que conseguiu em prol do concelho, o seu nome foi atribuído a uma rotunda da cidade e à piscina municipal, a primeira a ser construída na região.

“Não sei se mereço [a homenagem], mas sei que foi neste espaço público que dei de mim o melhor que soube e pude. Foi uma honra dedicar uma vida à causa e coisa pública e ter servido a minha terra”, disse Jorge Malheiro na altura, numa citação hoje recordada pelo JN.

As últimas funções publicas conhecidas de Jorge Malheiro, foram as de presidente da Assembleia Geral da Associação das Empresas de Paredes (ASEP), em representação da sua Sociedade Vinícola.

Devido à situação pandémica não haverá velório, as cerimónias das exéquias fúnebres estão reservadas somente aos familiares diretos. O horário do funeral ainda não está definido.