A Procuradoria-Geral da República (PGR) na Comarca do Porto, arquivou a investigação relativa à queda do helicóptero do INEM, que se despenhou no dia 15 de dezembro de 2018, em Valongo.

O acidente tirou a vida aos quatro ocupantes, entre os quais Daniela Silva, jovem de 34 anos residente em Baltar, Paredes. Os restantes ocupantes da aeronave eram o piloto comandante João Lima, o co-piloto Luís Rosindo e o médico Luís Vega, de nacionalidade espanhola. O helicóptero caiu na zona de Valongo, quando regressava de uma missão de transporte de uma doente grave de Bragança para o Porto.

O processo legal envolveu crimes de homicídio por negligência e atentado à segurança de transporte por ar. No entanto, no entender do Ministério Público a queda da aeronave não esteve relacionada com uma eventual falha do piloto, mas sim com as más condições climatéricas.

Porém, o tribunal esclarece que não foi possível apurar, sem margem para dúvidas, que terá sido este o motivo da tragédia “pelo que, face a esta incerteza, foi determinado o arquivamento dos autos”.

“Os factos não afastam a cogitação de várias hipóteses como causa do acidente, sendo uma delas um agravamento inesperado do tempo meteorológico durante a travessia da serra que tenha diminuido drasticamente as condições de visibilidade, sem que se tenha apurado em concreto, com a necessária segurança, qual delas se verificou; pelo que, face a esta incerteza, foi determinado o arquivamento dos autos”, pode ler-se no despacho de 3 de abril, mas só agora tornado público pela PGR distrital.