Por Rui Silva, Bancário

Nas ultimas semanas temos sido brindados com muitas manifestações de desagrado, por parte de muitas escolas e colégios privados, que dessa forma protestam e demonstram o seu desacordo relativamente ao corte do financiamento estatal, para a admissão/formação de novas turmas e alunos, já a partir do próximo ano letivo.

Pela informação que tenho recolhido, quer através dos noticiários televisivos, de artigos de opinião ou de declarações dos diretamente interessados, tenho visto diferentes pontos de vista, de um lado a parte mais dolorosa da questão como seja o desemprego de alguns professores e dos auxiliares de educação, mas, por outro lado não é possível continuar a manter essas parcerias, quando existem escolas publicas, que na sua generalidade já apresentam boas condições para uma aprendizagem de qualidade, a curta distancia, e com Professores formados nas mesmas Universidades.

Assim, impõe-se uma pergunta, qual é o sector de atividade, com exceção da Banca (e que exceção), que para se manter em funcionamento, terá que ser a custa dos impostos de todos?

Não existe razão para não ser alterado o atual regime, e mais, tem vindo a lume fortes suspeitas, de existirem grupos no sector da educação, que possuem vários estabelecimentos de ensino privados, que à custa de receberem muitos milhões de euros, vindos diretamente do orçamento geral do estado, tem constituído fortunas faraónicas, para receber e beneficiar uns quantos, temos todos que pagar, ou seja enquanto uns enchem a barriga, os outros só arrotam.

Claro que pode e deve haver ensino privado, eu próprio frequentei um estabelecimento de ensino superior privado, e por uma questão de economia, pois gastava mais estando deslocado do meu Distrito, do que pagar as propinas mensais, mas essa opção tem que ser feita à custa de cada um, e se existe oferta publica de qualidade, como é o caso, não há razão para sobrecarregar mais o erário publico.

E como estamos numa época de manifestações, não possa alhear-me, mesmo com grande tristeza minha, das manifestações de fervor clubístico, que temos sido brindados nas ultimas semanas com o apuramentos dos campeões e vencedores das competições futebolísticas que existem em Portugal, onde a polémica como de costume está presente, mas que não impediu a conquista do Tri, e a alegria dos vencedores, no futebol como na politica, o que conta é o resultado final, se bem que agora na politica quem vence já nem sempre governa, e no futebol se assim fosse, era só juntar os pontos do segundo e terceiro, e seria assim possível apurar outro campeão.