Transmitir notícias é parte do nosso trabalho. O Progresso orgulha-se de há 90 anos ser o veículo jornalístico que une e informa as pessoas e os paredenses. E, se esse orgulho caracteriza a equipa que agora nele trabalha, muito dele vem da obra e esforço de quem antes de nós por aqui passou.
Hoje, quando transmitimos o falecimento de José Maria de Sousa Ferreira Alves não o fazemos com qualquer tipo de pretensão jornalística, à qual renunciamos, pois a típica imparcialidade que caracteriza o nosso trabalho hoje está vestida de negro e da dor que nos assola por ver partir alguém que é responsável por grandes obras na cidade e concelho de Paredes, na vida dos paredenses e, claro está, no Jornal O Progresso de Paredes.
Se há Progresso em Paredes, no concelho, na nossa redação, muito o devemos a José Maria de Sousa Ferreira Alves, à sua obra constante, ao seu altruísmo, ao seu olhar calmo e sereno com que acompanhou e ajudou o crescimento da sua terra.
Diretor e administrador do Jornal o Progresso na década de 90, apoiante de diversos clubes e modalidades no concelho, empresário de sucesso, a sua obra é imensa e o seu impacto no nosso concelho não deixará de existir.
Hoje, em luto e com dor, vemos partir alguém que sempre foi mais do que um Paredense, oferecendo-se e dedicando-se plenamente a Paredes, abdicando sempre do seu, sem nunca exigir algo em troca. Bastava-lhe ver que Paredes evoluísse…
Nós, Jornal “O Progresso de Paredes”, não conseguimos ser hoje a figura isenta a que os paredenses se habituaram, estamos imensamente tristes com a partida de alguém notável, que leva consigo parte da certeza que há gente boa que se dedica de alma e coração ao progresso da sua cidade.
O Progresso hoje não é isento, não é jornal; O Progresso nem é sequer Progresso, e parte de si ficará agora e sempre parada e eternizada na figura e no agradecimento a José Maria de Sousa Ferreira Alves.
À sua família mais próxima, o Jornal Progresso de Paredes apresenta as suas condolências, chegando-se à sua dor e pesar, pois José Maria de Sousa Ferreira Alves era também na nossa família, na certeza que de se ficamos mais pobre fisicamente, ficou certamente mais rica a nossa memória.
O diretor,
Vasco Nuno Botelho Ribeiro
(25-01-2020)