Paredes no pelotão da prova que vai substituir a Volta a Portugal

 A edição tradicional da Volta A Portugal em Bicicleta, enquanto grande festa popular de agosto, com 12 dias de duração, não se realizou devido à pandemia.

A Federação Portuguesa de Ciclismo entendeu, no entanto, que a Volta a Portugal é essencial para o futuro do ciclismo profissional no país, tendo decidido organizar uma edição, adaptada às circunstâncias especiais em que vivemos, de 27 de setembro a 5 de outubro.

A corrida será composta por um prólogo e oito etapas, tendo as principais caraterísticas de um grande evento de ciclismo: interesse desportivo, forte impacto mediático, capacidade de dinamizar a economia do país e de divulgar o território e garantia de retorno para o investimento dos patrocinadores da corrida e das equipas participantes.

O concelho paredense vai ser palco da partida da segunda etapa que, no dia 29 de setembro, vai unir Paredes a Mondim de Basto, terminando na icónica Senhora da Graça.

“Será uma das etapas mais importantes da Volta. Paredes é uma terra de grandes campeões. Poderia citar muitos, mas fico-me por dois, Ribeiro da Silva e Cândido Barbosa. Mas é sobretudo especial por ser um concelho em que as pessoas têm um amor verdadeiro pelo ciclismo. Partir daqui para a Senhora da Graça, que é um ícone da Volta a Portugal, é uma etapa feliz, vai ser bonita e marcante”, considerou Delmino Pereira, presidente da FPC, ao lado do presidente da câmara de Paredes.

Delmino Pereira mostrou-se feliz por fazer o anúncio no dia em que terminaram os Nacionais, que foram “as primeiras provas em pelotão desde o confinamento. Esteve muito público, mas distribuído de forma ordeira e organizada. Motiva-nos para acreditar que é possível fazer o ciclismo acontecer. Obrigado a Paredes por receber a Volta a Portugal e por estes excelentes Campeonatos Nacionais”, concluiu o dirigente federativo.

O presidente da Câmara frisou “ter muita satisfação por contribuir para a grande festa que é a Volta a Portugal, uma tradição muito antiga, talvez o evento desportivo mais característico de Portugal. Será uma forma de criar mais emoções nas pessoas. Além disso, o ciclismo promove a dinamização da economia local. Todas as pessoas que nos visitaram neste fim de semana almoçaram e lancharam por cá. Como sabemos, a economia passou muito mal, sobretudo o comércio e a restauração, que tiveram de fechar. Todas as oportunidades que tenhamos para dar um passo em frente e readquirir confiança são muito bem-vindas” justificou Alexandre Almeida o apoio do município ao ciclismo.