Paulo Rocha faz avaliação positiva do “Notas em Nós” do Conservatório de Música de Paredes

Nas noites de 21 e 22 de junho, o Grande Auditório do Centro Cultural de Paredes acolheu a 8ª edição do Concerto “Notas em Nós” do Conservatório de Música de Paredes.

O evento, que assinala o encerramento do ano letivo, contou com a participação de alunos e docentes do conservatório, que apresentaram diversas peças musicais, incluindo “Todos os Gatos têm Sete Vidas, Op. 90”, do compositor Ricardo Matosinhos, e “Pawnshop”, do compositor Antón Alcálde Rodriguez.

A estreia da iniciativa contou com a presença das Vereadoras do Município de Paredes Beatriz Meireles e Tânia Ribeiro.

Para melhor compreender a importância deste evento e refletir sobre o passado, o presente e o futuro do Conservatório de Música de Paredes, convidamos o Presidente Paulo Rocha a dar uma entrevista ao nosso jornal.

O Presidente da instituição começa por afirmar que faz “um balanço muito positivo, principalmente pela reacção das pessoas que assistiram e mesmo pelos alunos e pelos professores que estiveram envolvidos. Parece-me muito bom o resultado final e conseguimos os objetivos deste concerto que é assinalar de uma forma inclusiva o final do ano”.

Paulo Rocha explica que este é “um espetáculo que o Conservatório aposta muito. Já teve vários nomes importantes na música portuguesa a atuar neles. Todos os anos tem sido surpreender. Acho que temos conseguido esse objetivo. A única regra que nós temos, que existe e que temos que manter e preservar é assegurar que se assinala de uma forma global, ou seja, com a participação de todos os alunos e de todos os professores um grande espetáculo de final de ano. Daí darmos o nome de notas em nós. Depois não há mais. Não há nenhuma regra para cumprir. Este ano foi desta forma. Nas edições anteriores já passámos pela Casa da Música, no Porto. Começámos no Pavilhão Multiusos em Lordelo. Ou seja, isto tem alguma dinâmica que nós vamos preservando. Este ano houve a possibilidade também de estrearmos o Centro Cultural de Paredes e foi por isso que o fizemos lá. Foi o único motivo que me levou a fazer no Centro Cultural de Paredes”.

O Presidente do Conservatório de Música de Paredes deixou uma palavra de agradecimento a todos os que participaram neste espetáculo “eles estão de parabéns, quer os professores, quer os alunos. Esta edição não teve a espetacularidade que teve a edição do ano passado. Quando digo espetacularidade a nível de mediatismo não foi porque não trouxemos nenhuma figura nacional, mas a nível de qualidade artística as peças que foram apresentadas são de uma qualidade técnica que só mesmo os alunos empenhados e professores da mesma forma colaborantes é que conseguem levar a cabo um concerto como nós pudemos assistir”.

Quanto às obras da instituição revela que “o projeto de arquitetura já está em andamento, que era o início de todo o processo e agora espero que o resto não fique no esquecimento, não ficará com certeza. Gostaríamos que começassem as obras o quanto antes visto que são mesmo uma necessidade urgente para os alunos e para as pessoas do Conservatório”.

A última palavra foi para os cerca de trezentos alunos do Conservatório de Música de Paredes porque tenho de lhes dar os “parabéns pelo empenho, pela dedicação, pelas horas que eles abdicaram para levar a cabo este concerto. Só os pais, aquelas pessoas que puderam acompanhar o ritmo dos ensaios e toda a dinâmica que esteve associada a este concerto é que percebe o verdadeiro valor dos nossos alunos e dos nossos professores, porque muitas vezes nós olhamos para aquela hora e meia de concerto e não conseguimos entender o esforço e o trabalho que está por trás de todo aquele espetáculo”.