A Rota do Românico foi considerada um exemplo de boas práticas na aplicação dos fundos comunitários. Uma avaliação feita pelo Centro de Investigação das Políticas Europeias, no âmbito de um estudo de avaliação da aplicação dos programas comunitários de coesão, no período entre 1989 e 2013, e que abrangeu 15 regiões europeias, destacando-se em Portugal os casos de estudo das regiões do Norte e do Algarve.

No documento pode ler-se que o sucesso da Rota do Românico “é determinante para o desenvolvimento regional do Tâmega” e que o tralhado que tem vindo a desenvolver “pode servir de exemplo à região Norte e ao país”.

Nos últimos 15 anos foram investidos cerca de 15 milhões e 500 mil euros na Rota do Românico, estando ainda em execução cerca de 8 milhões. “Os investimentos efetuados já possibilitaram e vão continuar a permitir a concretização da maioria das intervenções, quer nos monumentos quer nas suas envolventes, propostas nas candidaturas aos programas comunitários”, garante a direção da Rota do Românico.

Como resultado, mas também como forma de preparação para o QREN 2007-2013, a Rota do Românico redimensionou-se, passando a integrar novas áreas de intervenção e a disseminar os seus efeitos aos restantes seis municípios da NUT III – Tâmega. “Resultados e efeitos positivos” que, de acordo com o estudo, fazem com que a Rota do Românico seja “hoje [um projeto] significativo para o desenvolvimento regional”.

O principal valor gerado pela Rota do Românico deve-se à forma como esta tem trabalhado o território, assente em sinergias e num elevado grau de cooperação entre os parceiros locais, regionais e nacionais. O estudo sublinha ainda o facto de a Rota do Românico adotar “uma visão mais ampla de desenvolvimento regional, apoiando-se na ideia de que as características únicas de um território podem ser protegidas, valorizadas e promovidas”.