Quando já terminaram grande parte dos campeonatos dos escalões jovens da AF Porto e alguns deles a entrar nas fases finais; e quando já terminaram os campeonatos Nacionais de iniciados e juvenis (apenas se disputa o título), muitas equipas já preparam a próxima época.

É nesta altura, para ganhar em antecipação à concorrência, que muitos dos clubes, através dos diretores de formação, ou através do coordenador, ou até dos elementos do scouting ou dos treinadores, já trabalha nos bastidores para contratar os melhores jogadores dos vizinhos e segurar os seus melhores.

Num contexto em que apenas jogadores com contrato profissional estão seguros no final de cada época desportiva, vale tudo para convencê-los a integrar os seus clubes para a época seguinte. Desde promessas de equipas competitivas, a titularidade garantida, passando por presenças em campeonatos nacionais e transportes diários de casa/escola para o treino, tudo serve para se ganhar a corrida.

Na minha opinião, este trabalho faz todo o sentido. Na minha opinião, só não devia valer tudo e mais alguma coisa para se contratar quem se quer. As promessas não cumpridas deviam ter consequências para quem as promete e falha.

Há clubes já com grandes estruturas e que trabalham muito bem na observação de jogadores de outras equipas ao longo da época. Há clubes que não têm grandes recursos e a observação vai sendo feita por treinadores nos próprios jogos, quando identificam adversários de valor. O que seria importante é que não fosse o final da época, a obtenção de resultados ou não, que tivesse influência na preparação da seguinte. Os clubes têm de estar organizados para este trabalho ser executado independentemente, até, dos próprios treinadores, quanto mais, da época ainda não ter terminado. Tem-se visto cada vez mais que os clubes que prepara com antecedência as épocas seguintes são os mais bem sucedidos. Não faz, por isso, sentido que um clube que esteja envolvido numa fase final (por exemplo, a lutar pela subida da 2ª distrital à 1ª) que não tenha (…)

Pode ler este artigo na íntegra na edição de 24 de abril, em papel ou na edição eletrónica subscrevendo-a neste site.