Mais de 250 mil euros investidos na Campanha Autárquica no Município de Paredes
por Ricardo Leal
Os candidatos à Câmara Municipal de Paredes já apresentaram ao Tribunal Constitucional os orçamentos de campanha para as eleições autárquicas. Estes valores, contudo, não correspondem a verbas efetivamente recebidas ou gastas, mas sim a previsões orçamentais que cada candidatura é obrigada a submeter antes do arranque da campanha.
O atual presidente e candidato do Partido Socialista (PS), Alexandre Almeida, apresentou um orçamento total de 123.691 euros, composto por 68.691 euros de subvenção estatal prevista, 50.000 euros de angariação de fundos estimada e 5.000 euros em donativos em espécie. As despesas previstas coincidem com o total das receitas e distribuem-se por comícios, propaganda e comunicação impressa e digital, brindes, estudos de mercado e custos administrativos, entre outros. O PS prevê investir 45 mil euros em comícios, 30 mil euros em propaganda e 20 mil euros em brindes, as maiores parcelas do plano orçamental.
A coligação “Viver Melhor em Paredes”, liderada por Mário Rocha, apresentou um orçamento de 60.000 euros, referente apenas à subvenção estatal prevista. O valor será distribuído por conceção de campanha, agências de comunicação, propaganda, comícios, espetáculos e estruturas de apoio. As maiores fatias do orçamento estão reservadas para 21 mil euros na conceção de campanha e estudos de mercado, 15 mil euros em estruturas e catálogos e 12 mil euros para comícios e espetáculos.
O Movimento Juntos por Paredes, encabeçado por Manuel Pinho, indicou um orçamento de 37.000 euros, prevendo gastar 12.000 euros em comícios e espetáculos, 8.000 euros em estruturas e telas, e 7.500 euros em comunicação impressa e digital.
O Chega, com António Soares Pinto como candidato, apresentou um orçamento de 20.000 euros, dos quais 10.000 correspondem a subvenção estatal prevista e 10.000 a contribuição partidária estimada, com aplicação prevista em propaganda, comunicação, comícios e brindes.
A Iniciativa Liberal, representada por Patrícia Leal, indicou um orçamento de 9.644 euros, sendo a maior parte destinada a cartazes, estruturas e telas, com mais de 5.000 euros previstos para essa rubrica.
O Bloco de Esquerda, com Mónica Ferreira como cabeça de lista, apresentou uma previsão de 4.329 euros, dos quais 4.129 euros correspondem a subvenção estatal estimada e 200 euros à angariação de fundos. A maior fatia do orçamento, mais de 2.000 euros, está reservada para propaganda e comunicação impressa e digital.
Por fim a CDU, liderada por José Moreira, apresentou um orçamento de 19.900 euros, com 19.800 euros de subvenção estatal prevista e 100 euros de angariação de fundos. A maior fatia, 6.600 euros, está destinada à propaganda e comunicação, e 6.750 euros a custos administrativos e operacionais.
