11 Junho, 2026

Calor extremo e risco máximo de incêndio colocam Portugal em alerta

Capa para Facebook dermatrologista orgânica neutra (97)

Portugal deverá enfrentar nos próximos dias um agravamento significativo das condições meteorológicas, marcado por temperaturas elevadas, baixa humidade e aumento do risco de incêndio rural. O alerta surge na sequência das previsões meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para valores próximos dos 40 graus Celsius em várias regiões do país.

Além do calor intenso, a humidade relativa do ar deverá manter-se abaixo dos 30% em grande parte do território, incluindo durante a noite, quando normalmente se verifica uma recuperação dos níveis de humidade. O vento também deverá soprar com intensidade nas zonas mais altas, com rajadas que podem atingir os 70 quilómetros por hora.

Este conjunto de fatores cria condições propícias à ignição e rápida propagação de incêndios rurais, sobretudo nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve, onde o perigo de incêndio deverá atingir níveis muito elevados ou máximos.

Perante este cenário, as autoridades reforçam o apelo ao cumprimento das regras de prevenção em vigor. Durante os períodos de risco muito elevado e máximo, é proibida a realização de queimadas e de queimas de amontoados. Também não é permitida a utilização de fogo para confeção de alimentos em espaços rurais, exceto em locais autorizados e fora das zonas consideradas críticas.

As restrições abrangem ainda atividades agrícolas e florestais que possam originar faíscas, como a utilização de motorroçadoras, corta-matos e destroçadores. Nos apiários, as operações de fumigação apenas são permitidas quando os equipamentos dispõem de sistemas de retenção de faúlhas.

Paralelamente ao risco de incêndio, as autoridades alertam para os impactos do calor na saúde da população. Entre as principais recomendações estão o aumento do consumo de água, a utilização regular de protetor solar, o uso de roupa leve e clara e a permanência em locais frescos sempre que possível.

A atenção deve ser redobrada junto dos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas, que podem ser mais afetados pelas temperaturas extremas previstas para os próximos dias.