Entrevista a Cecília Leal, investigadora natural de Lordelo, radicada no Illinois, EUA.

António Orlando – texto

Cecília Leal foi distinguida com o prémio de investigadora mais inovadora de 2016, atribuído pelo Instituto Nacional de Saúde dos estados Unidos.

O valor deste prémio, cerca de 1,5 milhões de dólares, será aplicado, por um período de cinco anos num programa que se destina a apoiar jovens investigadores pelas suas ideias criativas e inovadoras e com potencial impacto na ciência na área biomédica, ou ciência comportamental.

Progresso de Paredes (PP) – Que significado tem para a Cecília Leal ter sido distinguida com o prémio de investigadora mais inovadora de 2016, atribuído pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, aí na América?

Cecília Leal (CL) – Este prémio é talvez o marco mais importante da minha carreira científica. Eu acredito que o sucesso gratuito é raro. É preciso trabalhar muito para se atingir algo importante. Eu, como milhares de colegas, trabalhei imenso todos os dias para desvendar certos mistérios científicos. É esta curiosidade que me faz levantar de manhã, não a procura dos prémios. Mas quando se acorda um dia para descobrir que a instituição mais importante dos Estados Unidos reconhece este esforço como um dos melhores do País, é fantástico!

 

PP – A Cecília Meireles também já foi distinguida pelo National Science Foundation CAREER award, uma das mais altas atribuições americanas a cientistas. É assim? Fale-nos, também, dessa distinção…

CL – Sim, nos Estados Unidos há várias unidades que financiam projetos científicos. A National Institutes of Health foca o seu interesse na saúde e a National Science Foundation está mais envolvida nas ciências exatas. O meu trabalho localiza-se num plano de interseção entre as ciências naturais e exatas portanto estou habilitada a ter prémios das duas. O CAREER award é bastante famoso mas é atribuído a mais cientistas por ano comparado com este último que é bastante mais seletivo.

 

PP –  Desta última vez, o que é que inovou para ser premiada como a investigadora mais inovadora de 2016?

CL – A minha área de investigação é o desenvolvimento de partículas que servem de cápsulas extremamente pequenas que encapsulam (…)

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