Vodafone Rally de Portugal 2019. Prova começa a aquecer os motores no dia 30 em Baltar. Rally arranca com 61 pilotos, vinte dos quais são portugueses. Sebastien Loeb, o piloto mais vitorioso de sempre da história dos ralis regressa ao volante de um Hyundai i20.

António Orlando – texto

A dupla francófona Sebastien Loeb/Daniel Elena figura como a grande novidade da lista de inscritos do Vodafone Rally de Portugal 2019, a sétima prova do Campeonato do Mundo, que arranca no próximo dia 30, em Paredes no já clássico ‘shakedown’ de Baltar que este ano tem como novidade a possibilidade de os pilotos fazerem três vezes o circuito e não duas como até aqui.

Portugal faz-se representar por vinte equipas, designadamente na categoria WRC2, entre os quais se destacam Ricardo Teodósio, Miguel Barbosa, Armindo Araújo, José Pedro Fontes, Bruno Magalhães e Pedro Meireles. Paulo Babo, um habitué navegador dos ralis oriundo do Marco de Canaveses, desta vez vai ditar as notas a Diogo Salvi, em Skoda que tem o número 37. Ao todo há vinte esquipas portuguesas que estão inscritas no Rally Vodafone 2019

Quanto aos “monstros sagrados”, Sebastien Loeb, o piloto mais vitorioso de sempre da história dos ralis, soma nove títulos mundiais consecutivos (2004 a 2012), vai regressar com um Hyundai i20 às classificativas portuguesas, agora disputadas no Norte e Centro do País, sete anos depois da sua última participação nesta prova.

Loeb, duas vezes vencedor do Vodafone Rally de Portugal (2007 e 2009), foi escolhido pela Hyundai para se juntar a Thierry Neuville e Dani Sordo naquela que é a última prova da primeira metade da época de 2019 do WRC, a disputar de 30 de maio a 2 de junho.

A lista de inscritos apresenta 11 WRC, das equipas oficiais da Citroën, Toyota, Hyundai e Ford, quatro da nova categoria WRC2 Pro e 22 WRC2. Esta última categoria, o WRC 2, traz novidades: passa a estar dividido em duas categorias – Pro, reservada às viaturas R5 das equipas oficiais e a “normal”, reservada aos privados – prometendo também novos motivos de interesse a uma competição já de si emocionante.

Realce, também, para a presença da Peugeot Rally Cup Ibérica, sendo a prova portuguesa a primeira do calendário desta competição.

O Vodafone Rally de Portugal tem o patrocínio, entre outros, da Câmara de Paredes, que volta assim a apostar na prova como um investimento económico. Aquando da renovação do apoio municipal, a câmara fez “comprovativo” do bom investimento aos mostrar os resultados de um estudo de impacto económico levado realizado pelo ACP que aponta para um retorno económico de 1 milhão de euros. Segundo o estudo o rally de 2018 terá gerado entre 1.095.452 euros a 1.207.806 euros de valor de retorno económico direto (despesas de adeptos e equipas no concelho de Paredes), fruto da participação na organização e acolhimento da prova.

O estudo com coordenação científica de Fernando Perna do Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve faz notar que “para além dos decisivos fluxos de visitantes, um dos fatores de influência do impacto económico direto gerado pelo concelho de Paredes está na capacidade hoteleira existente, a qual sendo inferior a 3% do total da região Norte admitirá em hipótese uma perspetiva de crescimento que deverá ser ponderada, com benefícios transversais ao concelho e à região”. Os investigadores admitem que o concelho de Paredes, é preferido pelos adeptos “como base logística da sua assistência ao Rally de Portugal 2018 e estada no Norte de Portugal”.

Vodafone Rally de Portugal

A partida oficial do Rally de Portugal ocorre a 31 de maio, ao final do dia, às 18h realiza-se a cerirónia de partida na porta férrea da Universidade de Coimbra. No dia seguinte, a 1 de maio, os pilotos entram em competição na Lousã, Góis e Arganil. O dia termina em Lousada com a superespecial na pista da Costilha.

A um (01) de junho, o Rally está já plenamente instalado no Norte, com especiais em Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Amarante (a classificativa mais longa da prova, com 37,60 km, com início em Mondim de Basto) e Vila Nova de Gaia que este ano substitui o Porto com a Gaia Street Stage, uma dupla classificativa disputada num percurso inédito com partida no Cais de Gaia e final junto ao edifício da Câmara Municipal.

Por fim, a 2 de junho, Mondim, Fafe e Luílhas acolhem as derradeiras etapas, antes da consagração dos vencedores em Matosinhos onde volta a estar sediado o quartel general do rali de Portugal.

O programa do Vodafone Rally de Portugal conta com um percurso de 1.463,55 quilómetros, dos quais 311,59 cronometrados ao longo de 20 especiais de classificação.

Entre as novidades agendadas para esta edição do Rali preveem-se também zonas de assistência só para pneus e zonas de assistência para outras reparações e a imposição de os carros não poderem ser reparados no final do Rally, sendo selados e seguindo no estado em que estão para a prova seguinte, o Rally de Itália.