Poder dos bombeiros de Cête caiu na rua

Polémica. Sócios demitem direção dos bombeiros no parque de estacionamento do quartel. Presidente da direção, no dizer do líder da Assembleia Geral, barricou-se no quartel. Direção não acata demissão.

António Orlando – texto

Os Presidentes da Direção, Celso Moreira e da Assembleia Geral, Saul Ferreira, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cête, eleitos na mesma lista, estão de costas voltadas por causa da guerra que se instalou entre voluntários e direção.

“O primeiro”, Celso Moreira, presidente da direção, não se demite como foi vontade expressa de cerca de duas dezenas de associados que no domingo, dia 26 de março, aprovaram a destituição da direção numa inédita Assembleia Geral Extraordinária que decorreu no parque de estacionamento exterior do quartel. A reunião tinha como ponto único a Destituição da Direção e foi presidida “pelo segundo”, Saúl Ferreira, que em declarações ao Progresso de Paredes defende “a realização de eleições antecipadas o quanto antes”.  Celso Moreira não abriu o quartel para que a assembleia-geral decorresse no salão nobre como é hábito.

O mau estar na corporação que presta auxilio a cinco freguesias do concelho de Paredes num total de 25 mil pessoas, tornou-se público quando em janeiro 32 voluntários entregaram os capacetes. Garantiram que só voltariam ao serviço se a direção da Associação Humanitária e o comandante dos Bombeiros se demitissem. “No dia 24 de dezembro de 2016, o único assalariado desta casa que devia trabalhar até às 23 horas foi dispensado às 17 horas para passar o natal com a família. Das 17 horas até as 8 da manhã do dia 25, ficou aqui apenas o centralista por solidariedade porque até nem era a minha noite de estar aqui. Nessa noite de 24, às 22h, houve um alerta da existência de uma vítima inconsciente no lugar d´Além que fica a cerca de um quilómetro do quartel. Demoramos 20 minutos a lá chegar porque não havia ninguém ao serviço. Um outro exemplo do mau funcionamento: o morador da primeira casa ao lado do quartel teve necessidade de ser socorrido com uma ambulância e os bombeiros só lá chegaram 20 minutos depois; a sirene tocava e não vinha ninguém”, garante José Duarte Teixeira, um dos bombeiros que entregou o capacete.

Aos problemas de escala e à falta de homens em permanência somam-se questões materiais (…)

 

Leia a notícia completa na edição em papel de 31 de março ou na edição eletrónica subscrevendo a assinatura digital no nosso site.