Por Juvenal Brandão, Treinador de Futebol UEFA Pro (Grau IV), Licenciado em Gestão de Desporto

Jogou-se neste domingo que passou a 2ª mão dos quartos-de-final do Campeonato de Portugal (CdP). União de Leiria, Vilafranquense, Praiense e Casa Pia eliminaram, respectivamente, Lusitânia de Lourosa, Vizela, Fafe e Sporting de Espinho. Só dois subirão à 2ª Liga e a 1ª mão da próxima eliminatória joga-se já neste domingo e oito dias depois temos a certeza dos promovidos. Recorde-se que o CdP tem 72 participantes (4 séries de 18) e os 5 últimos de cada (20 equipas) descem aos respectivos Distritais.

A reformulação levada a cabo pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) teve início em 2013/14, quando se acabou com a antiga 3ª Nacional e se passou apenas a ter este campeonato, a antiga 2ª B – abaixo da 2ª Liga e acima dos Distritais, a única competição de futebol sénior masculino gerida pela FPF.

Desde a sua implementação que me mostrei crítico deste modelo competitivo. Tenho-o repetido e já neste espaço o fiz. Nos últimos tempos, cada vez mais vozes o têm feito – cada vez mais treinadores e figuras de relevo do futebol português. Domingo, após a eliminação, Rui Quinta, treinador do Espinho, eliminado nos penáltis, que já foi colunista aqui no Progresso de Paredes, disse que a sua equipa “esbarrou num regulamento arcaico e de terceiro Mundo que não premeia a regularidade de quem terminou em primeiro. A FPF não olha com atenção para este campeonato”. É precisamente de personalidades como Rui Quinta que Portugal precisa que se façam ouvir. Nas conferências de Imprensa e também na FPF e na Associação Nacional de Treinadores de Futebol, onde é um dos vice-presidentes. Porque são pessoas com a importância de Rui Quinta que poderão ajudar a alterar e melhor o nosso futebol. Muito pouca gente tem mostrado que tem tentado. Muito pouca gente se preocupa com as divisões inferiores. Mas são indiscutivelmente as divisões inferiores o suporte das superiores. Por isso (…)

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