Juntos por Paredes ataca executivo devido à dívida do concelho
Na Assembleia Municipal, Cecília Mendes, Deputada do Juntos por Paredes apresentou dados sobre o anuário financeiro dos municípios, respeitante a 2022.
Começa por dizer, que “Paredes foi o concelho a nível nacional que mais agravou a dívida pública, com volume de empréstimos superior às amortizações em cerca de 21,1 milhões de euros”. Acrescenta também que “no mesmo documento, verifica-se que o rácio de pagamento de compromisso é bastante inferior à média nacional, que é de 97,6%, e Paredes tem apenas 78%. Segundo o anuário, o concelho de Paredes teve um aumento de despesa superior a 300%, nomeadamente 22,6 milhões de euros”.
A deputada vê com desagrado “o aumento do passivo foi de 54,9%, cerca de 64 milhões de euros. Paredes é o concelho do país com maior aumento do passivo exigível em 2022. Sabendo nós que, a partir destes dados manifestados no anuário, se junta o passivo contingente, temos na verdade um passivo na ordem dos 200 milhões de euros, gostaríamos de saber o que tem a dizer sobre tudo isto”.
Rui Silva, do PS, criticou o JPP porque este “Continua a insistir no passivo dos 200 milhões, mas não vai fazer nenhuma execução ao Município de Paredes. O Juntos por Paredes não tem forma de provar os 200 milhões de euros, porque eles não existem”.
Alexandre Almeida, Presidente do Município na sua contra resposta afirma que “o ano anterior foi o ano em nós pagamos o resgate de 20 milhões de euros, e mesmo assim o passivo manteve-se o mesmo que em 2021, isso é obra! É de se tirar o chapéu! Apesar da subida da taxa de juro, que foi muito grande e que nos fez pagar mais de um milhão de euros do que pagamos no ano passado, o que é certo é que temos as contas equilibradas e vamos chegar ao final deste ano e reduzir o endividamento, que é um dos fatores fundamentais para que possamos continuar a fazer investimentos no futuro e vamos recuperar muita da nossa capacidade de endividamento que por via do empréstimo do resgate ficamos sem ela”.
