Alexandre Almeida: “Sou o candidato mais bem preparado para dar continuidade ao projeto iniciado”
por Ricardo Leal
O Jornal O Progresso de Paredes no seguimento da rubrica “Cadeira do Poder”, dedicada aos candidatos à Câmara Municipal de Paredes, entrevistou Alexandre Almeida, atual presidente da autarquia e candidato do Partido Socialista (PS) a um terceiro mandato consecutivo.
Alexandre Almeida, natural de Rebordosa, dirigente do PS, é o atual presidente da Câmara Municipal de Paredes que foi eleito pela primeira vez em outubro de 2017. Licenciado em Economia pela Universidade do Porto e em Direito pela Universidade Católica, exerceu a profissão de Revisor Oficial de Contas.
O autarca iniciou a conversa com o jornalista Ricardo Leal e a diretora Carla Nunes, a recordar os oito anos de governação já cumpridos, assumindo que muito foi feito, mas que “há ainda um vasto caminho a percorrer”. “Paredes é um concelho com quase 90 mil habitantes, com enormes potencialidades, mas também grandes desafios. Não se faz tudo em dois mandatos. Há projetos estruturantes em curso que precisam de continuidade para se concretizarem”, afirmou.
De seguida, questionado sobre os alegados favorecimentos em negócios imobiliários em que o seu nome está envolvido, Alexandre Almeida respondeu de forma categórica, rejeitando qualquer irregularidade e classificando as insinuações como “ataques sem ética, feitos em véspera de eleições”. Explicou que os imóveis em causa foram adquiridos legalmente em 2020, em nome pessoal e familiar, e que a posterior venda resultou apenas da valorização natural do mercado. “Não há nada de ilegal em investir no concelho onde acredito. Misturar a minha vida privada com a atividade autárquica é um exercício de má-fé que não aceito”, afirmou, garantindo total transparência como pessoa, e em todos os atos da sua governação.
Quanto à habitação, o socialista sublinhou que estão projetadas mais de 300 casas, entre habitação social, requalificação, arrendamento acessível e soluções a custos controlados. “Não se trata apenas de construir casas, mas de dar dignidade. Muitas famílias não sabiam o que era viver com água quente ou em condições de salubridade. Hoje têm outra vida e as crianças terão melhores oportunidades de estudo e futuro”, explicou.
A questão ambiental foi outro tema central, com especial enfoque no estado do rio Ferreira. Alexandre Almeida reconheceu a gravidade da situação, classificando-a como “um problema que marcou gerações e não pode continuar”. Garantiu que está em curso uma candidatura a fundos comunitários que permitirá resolver, de forma definitiva, a poluição. “Já houve tentativas falhadas, mas desta vez acreditamos que a solução é viável. É uma questão de justiça para as populações que sofreram durante décadas”, afirmou.
Na educação, recordou duas medidas de impacto: a gratuitidade das refeições escolares e a abertura de novas creches em várias freguesias. “Nenhuma criança em Paredes pode ficar excluída por razões económicas. É uma medida que ajuda famílias de diferentes escalões e garante igualdade de oportunidades”, defendeu.
No campo cultural, o destaque vai para o futuro Museu do Mobiliário, em Vilela, cuja inauguração está prevista para o próximo mandato. “Paredes é a terra do mobiliário. Este museu não será apenas um espaço de memória, mas um ponto de partida para o turismo industrial, que pode atrair visitantes de todo o país e valorizar empresas e artesãos locais.”
Já no desporto e juventude, lembrou a diversificação de apoios, com investimentos em várias modalidades para além do futebol. O andebol, o voleibol, o basquetebol e o ciclismo de formação têm recebido novos espaços e equipamentos. A Casa da Juventude é para si “um espaço que vai crescer com as necessidades dos jovens, sem soluções pré-feitas impostas de cima”.
Outro ponto abordado foi a água e o saneamento. O autarca afirma ter investido mais de 7 milhões de euros na expansão da rede. Para os próximos anos, prometeu estabilidade tarifária. “A redução de 20% na fatura da água é sustentável e representa devolver às pessoas parte daquilo que perderam no passado”, defendeu.
A política fiscal não ficou de fora. Confrontado com a proposta de baixar o IRS municipal para zero, Almeida foi claro: “Essa medida só favorece quem tem rendimentos mais altos. Preferimos investir esses recursos em políticas sociais que apoiem quem mais precisa.”
A entrevista terminou com uma mensagem direta aos eleitores: “Sinto que sou a pessoa mais bem preparada para dar continuidade a este projeto. Os próximos quatro anos serão decisivos para colocar Paredes num patamar superior e consolidar o futuro do concelho.”
