21 Maio, 2026

Legislativas mobilizam candidatos e militantes em todo o concelho de Paredes

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Com um leque alargado de opções no boletim de voto, os eleitores de Paredes têm à disposição múltiplas propostas e candidatos que representam a diversidade de visões para o futuro do país.

 

Candidatos Paredenses

José Carlos Barbosa (PS) – 11.º da lista: “Só o PS garante a eleição de um paredense”

Natural de Beire, engenheiro de formação e deputado em funções, José Carlos Barbosa traz trabalho feito e não esconde a ambição de continuar.

Recorda ter sido determinante na alteração ao Orçamento do Estado que permitiu resgatar a concessão dos serviços de águas e saneamento no concelho. A nova ETAR de Arreigada e a proposta da Linha Ferroviária do Vale do Sousa são outros exemplos da sua intervenção parlamentar.

“Só o voto no PS garantirá a eleição de um paredense. Os candidatos da AD ocupam lugares não elegíveis, o que demonstra que PSD e CDS não respeitam os eleitores de Paredes”, afirma com clareza.

Para o futuro, aponta objetivos concretos: salário mínimo de 1.110€ até 2029, habitação pública com rendas acessíveis para jovens e famílias, redução de impostos sobre bens essenciais, gratuidade progressiva das propinas, reforço do SNS e mais médicos com incentivos de alojamento.

 

Patrícia Almeida (PS) – 33.ª da lista: “Queremos justiça social, igualdade e desenvolvimento local”

Educadora, fundadora de uma associação com intervenção social e dirigente do PS Paredes, Patrícia Almeida apresenta-se com um olhar humanista. Embora em lugar não elegível, não abdica de contribuir para o debate.

“Acredito num Estado Social forte, capaz de garantir saúde, educação, habitação e justiça para todos”, afirma. No plano local, defende investimento na mobilidade, reforço das respostas sociais e valorização do comércio e indústria local. Quer “levar a voz de Paredes ao Parlamento” e pede aos eleitores “confiança num projeto coeso e comprometido com as pessoas”.

 

Armando Leal (PS) – 34.º da lista: “Há resultados visíveis no concelho e propostas concretas para o futuro”

Técnico superior na Universidade do Porto, mestre em Administração Pública e com percurso no associativismo e autarquias locais, Armando Leal, natural de Gandra, reforça o que já foi feito e aquilo que ainda pode ser construído.

“Cerca de 100 pessoas foram já realojadas em novas habitações sociais. Estão previstas mais em várias freguesias do concelho. Há ainda 16 habitações em Gandra para arrendamento a custos acessíveis”, destaca.

Aponta também os aumentos salariais, as medidas de apoio às famílias e o alargamento do IRS jovem como fundamentais num concelho onde “1 em cada 4 habitantes são jovens” e onde “o salário mínimo é prevalente”.

 

Sandra Martins (AD) – 24.ª da lista: “Quero ser ponte entre o concelho e o Governo”

Advogada e com percurso ligado ao direito social, Sandra Martins é a única mulher paredense nas listas da AD. Está em posição de suplência, mas acredita no seu contributo para um país melhor.

Defende que o Governo da AD trouxe “estabilidade social, aumento de rendimentos e medidas concretas para os jovens, como a isenção de IMT na primeira casa”.

Compromete-se a “ser um elo de ligação entre o concelho e o Governo Central”, propondo-se atuar em áreas como mobilidade, educação, apoio às famílias e idosos. “Acredito que a AD é o voto certo para garantir crescimento económico e estabilidade política.”

 

Carlos Franclim (AD) – 9.º suplente da lista: “Quero ser deputado e colocar Paredes no centro das decisões”

Médico de família, professor universitário e antigo presidente da Junta de Cristelo, Carlos Franclim representa a Aliança Democrática (AD) como 24.º candidato pelo Porto.

Identifica-se com os valores do PSD e assume como missão combater o centralismo, defender os serviços públicos, promover a cultura e dar destaque à indústria e juventude de Paredes.

“O meu percurso permite-me compreender a realidade dos serviços de saúde, das necessidades sociais e da importância da cultura. Defenderei soluções adaptadas ao nosso tempo”, afirma, dirigindo-se aos que o conhecem e reconhecem: “Se se identificam com os meus valores, votem AD para dar força à minha voz”.

Pedro Leal (Chega) – 26.º da Lista
“Sou uma voz do povo que trabalha e sente os problemas na pele”

Pedro Leal, de 48 anos, é chefe de sala na área da hotelaria e atual coordenador concelhio do Chega em Paredes. Afirma que representa a realidade de quem vive do seu trabalho e enfrenta dificuldades reais no dia a dia.

Defende que Paredes precisa de “outra visão”, com mais investimento em infraestruturas e respostas concretas às necessidades sociais.

“Precisamos de mais creches, porque não há para todos. E os postos médicos? Também faltam médicos. É isso que sinto todos os dias ao falar com as pessoas”, sublinha.

Quanto à principal bandeira do Chega para estas eleições, é direto: “Acabar com os imigrantes ilegais. É uma das prioridades do partido”.

 

Adriano Campos (BE) – 2.º da lista: “O Bloco é a voz de quem trabalha, de quem luta e não se cala”

Adriano Campos é natural de Rebordosa e é segundo na lista do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral do Porto às próximas eleições legislativas.

Adriano Campos deixou uma mensagem aos eleitores do concelho de Paredes e de toda a região do Vale do Sousa. “Há décadas que esta zona é tratada como periferia, como reserva de mão-de-obra barata. Chega. As pessoas aqui têm direito a transportes dignos, a escolas bem equipadas, a centros de saúde com médicos. E isso só se conquista com luta e com representação firme no Parlamento. É isso que me proponho a fazer.”

Adriano Campos faz um apelo simples: “No dia 18 de maio, escolham quem nunca vos virou as costas. Escolham quem esteve sempre do vosso lado. O voto no Bloco é o voto em quem não desiste.”

 

Paulo Santos (BE) – 24.º da lista: Foi candidato a Presidente da Junta de Rebordosa

O candidato de 53 é operário de profissão e apresenta-se na lista de candidatos do Bloco de Esquerda à Assembleia da República.

Entre as propostas do Bloco de Esquerda, destacou três prioridades fundamentais para esta campanha. A primeira diz respeito aos trabalhadores por turnos. A segunda grande bandeira do Bloco é a habitação. A terceira proposta em destaque é a criação de um imposto sobre grandes fortunas.

 

Uma eleição, várias vozes… mas só um ou dois mandatos à vista

Apesar do envolvimento de vários candidatos paredenses nas listas partidárias, a realidade impõe-se: apenas José Carlos Barbosa (PS) ocupa um lugar que, de acordo com as últimas sondagens e projeções eleitorais, lhe permitirá a reeleição. Por outro lado, se o Bloco de Esquerda tiver um resultado, no mínimo igual ao do ano passado, também Adriano Campos será eleito.

Ainda assim, os restantes candidatos mantêm viva a ambição de representar a terra onde nasceram e trabalham. Seja pela via direta da eleição, seja pela construção de redes de influência política, todos partilham o desejo de fazer de Paredes uma prioridade nacional.

A decisão cabe agora aos eleitores. No próximo dia 18 de maio, cada voto contará para definir não só a correlação de forças na Assembleia da República, mas também o lugar, ou a ausência dele do concelho de Paredes no debate político nacional.