Partido Social Democrata acusa autarquia de ‘caça ao imposto’

O PSD Paredes votou, na Reunião de Câmara, contra o Orçamento Municipal e Plano de Atividades para 2024, que segundo Ricardo Sousa, líder do PSD Paredes afirma que “não obstante o contexto que vivemos, prevê arrecadar ainda mais impostos e reduzir os apoios sociais”.

É taxativo quando diz “os impostos aumentam um milhão e meio de euros”.

Acrescenta que “ao contrário de grande parte dos municípios, a participação no IRS mantém-se no máximo. As despesas de capital são de apenas 38% (em 2023 era de 42%) e as despesas correntes de 62% (Em 2023 era de 58%). Comparando com o ano anterior, que já não era fantástico, as despesas de capital reduzem quase 5 milhões de euros enquanto as despesas correntes aumentam 3 milhões, o que põe em causa o futuro do concelho”.

Ricardo Sousa, Presidente do Partido Social Democrata de Paredes, usa a expressão “o Glutão continua a sua saga devoradora” para criticar o aumento de impostos que segundo o próprio, Paredes vai enfrentar no próximo ano.

Para além de apontar a carga fiscal elevada, o líder da oposição olha ainda aos gastos com pessoal que não significam aumentos salariais: “as despesas com o Pessoal aumentam 10%: 2,5 milhões de euros. Nada contra que se pague melhor a quem trabalha. Mas olhando para este orçamento, percebe-se que não é isto que está aqui em causa”.

Reflete ainda sobre o PRR, que a seu ver “oferece excelentes oportunidades para os municípios mas sabemos que é algo excecional e lamentamos que o Município de Paredes não aloque fundos próprios para o investimento”.
A bancada laranja acusa ainda o executivo de mascarar os resultados: “o Orçamento Municipal está empolado em pelo menos 11 milhões de euros referente a Ativos Financeiros. Trata-se, à semelhança de anos anteriores, de um mero malabarismo contabilístico visando o empolamento da receita, o que contraria a legislação vigente”.

Segundo Ricardo Sousa, “não é este orçamento que vai ajudar a colocar o nosso concelho no lugar que merece”.

Por fim, os sociais democratas apontam com desagrado o facto da reunião de debate sobre o orçamento ter sido realizada à porta fechada: “é de lamentar que mais uma vez e apesar dos nossos pedidos constantes, uma reunião com um assunto tão importante como Orçamento Municipal e Plano de Atividades seja novamente discutido à porta fechada. Em nome da transparência, da clareza e até do respeito para com os munícipes espero que seja a última vez que isto sucede. Quem não deve, não teme”.

Será por estes motivos rejeitada a aprovação deste orçamento pelo PSD, no próximo dia 16 de dezembro.