“PSD Paredes vota contra investimentos estratégicos nas freguesias do concelho de Paredes”
a opinião de José Carlos Barbosa
deputado da Assembleia da República
O executivo socialista, liderado por Alexandre Almeida, aprovou o orçamento municipal para 2025, com um valor 109,7 milhões de euros. Este montante representa um aumento significativo de 18,33 % em relação ao orçamento do ano anterior e 76% superior ao registado no último ano de governação do PSD (2017).
Este crescimento deve-se, sobretudo, ao reforço das receitas de capital, nomeadamente através das transferências e apoios aos investimentos garantidos pelo executivo. Estes resultados refletem a dedicação e o profissionalismo do executivo municipal e dos trabalhadores do município, que têm sido incansáveis na captação de fundos europeus.
Este é um orçamento que fortalece os investimentos de capital, dando continuidade ao compromisso de desenvolver cada uma das 18 freguesias do concelho. Com isso, reforçamos a coesão territorial, garantindo que nenhuma freguesia fique para trás.
Ao contrário de políticas passadas, onde decisões de investimento muitas vezes estavam condicionadas por interesses políticos, o atual executivo tem promovido um tratamento justo e equitativo. Um exemplo claro desta mudança é o respeito pela vontade dos eleitores em cada freguesia, como se verifica em locais como Vilela, Lordelo, Duas Igrejas e Sobrosa, onde os presidentes de Junta não foram eleitos nas listas do PS, mas que, mesmo assim, beneficiam de significativos investimentos.
Desde 2017, com o Partido Socialista a liderar o município, não há lugar para táticas ou perseguições políticas. Cada freguesia do concelho merece e tem direito ao investimento necessário para garantir o bem-estar da população. Esta abordagem destaca-se em comparação com práticas do passado, e dou como exemplo como a situação vivida por mim, em Beire entre 2009 e 2013, quando a Câmara liderada pelo PSD apenas apoiou a freguesia no final do mandato, após o presidente de Junta eleito pelo PS ter mudado de partido. Um pratica recorrente durante os 24 anos da gestão do PSD no Concelho.
No próximo dia 14 de dezembro, o orçamento será submetido a votação na Assembleia Municipal. Será importante observar a posição de cada Presidente de Junta, pois um voto contra aquele que é o orçamento com mais investimentos para as freguesias desde o 25 de Abril de 1974 revelará que o Presidente de Junta está mais focado em defender os seus interesses políticos pessoais do que os interesses do povo da sua freguesia. Aguardemos para, posteriormente, voltarmos a abordar este tema.
Este orçamento reafirma o compromisso fiscal assumido pelo PS em 2017, ao vencer as eleições, de aliviar a carga tributária sobre as famílias e as empresas. A taxa de IMI mantém-se no mínimo legal de 0,3%, e as pequenas empresas com um volume de negócios anual até 150.000 euros continuam isentas de Derrama. Importa recordar que, durante vários anos, o PSD aplicou a taxa de IMI mais elevada do Vale do Sousa, fixada em 0,5%. Apenas em 2017, sob forte pressão do PS, o PSD reduziu a taxa para 0,4%.
Embora seja difícil enumerar todos os projetos previstos, destacam-se os seguintes investimentos, em grande parte financiados por fundos europeus como o PRR e o Portugal 2030:
• Habitação: Requalificação de prédios de habitação social existentes e construção de novos edifícios a preços acessíveis.
• Educação e Saúde: Intervenções nos Centros de Saúde e nas escolas EB 2,3 de Paredes, Sobreira, Daniel Faria e Vilela, apoio à construção de creches.
• Cultura: Conclusão do Museu do Mobiliário, no Mosteiro de Vilela, e da Casa da Cultura dedicada a Daniel Faria, em Baltar.
• Espaços Públicos: Conclusão de obras como o Jardim Central de Lordelo e o início dos Parques Urbanos de Baltar, Gandra e Sobrosa.
• Turismo: Lançamento da nova Ponte de Alvresobre o Rio Sousa e construção do Parque de Campismo e Lazer em Alvre.
• Desporto: Apoio reforçado a associações desportivas, construção de campos sintéticos, novos pavilhões e promoção de eventos desportivos.
Este é também um Orçamento que prioriza o investimento na rede de água e saneamento. Após o resgate da concessão privada — uma concessão vergonhosa imposta pelo PSD aos paredenses, que durante anos negligenciou os investimentos necessários na rede —, o município reforça agora a aposta na expansão desta rede. Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Paredes dispõem de 3,5 milhões de euros para novos projetos em 2025, um valor substancialmente superior aos cerca de 350 mil euros que o concessionário privado investia anualmente. Em apenas um ano, o município investirá mais do que o concessionário conseguiu investir ao longo de uma década.
Podemos mesmo afirmar que é um orçamento centrado nas pessoas colocando-as no centro das prioridades, apostando na modernização, no desporto, na inclusão social e na sustentabilidade ambiental. Ao criar condições para captar investimento privado, pretende também promover a geração de mais emprego no concelho.
Com este orçamento, Paredes reafirma o seu compromisso com um futuro de crescimento equilibrado e com qualidade de vida para todos os seus habitantes, que pena que o PSD Paredes continue a votar sempre contra o desenvolvimento do Concelho de Paredes.
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