Rebordosa AC não alcança fase de subida de divisão e contesta decisão da FPF
Em causa está um jogo que decorreu em fevereiro e que não foi concluído. O confronto da 17ª jornada entre o Salgueiros e o Marítimo B acabou com um empate, mas o jogo ficou terminado aos 87 minutos, por decisão do árbitro. Em causa estiveram alegadas agressões ao árbitro.
João Loureiro, o juiz da partida acabou mesmo derrubado durante os confrontos e o jogo ficou com um empate a uma bola. O Conselho de Disciplina recomendou que o tempo em falta deveria ser jogado, mas a decisão final coube à FPF apenas emitiu o parecer na véspera da última jornada.
E isto afeta o Rebordosa, na medida em que o jogo nunca foi retomado, não houve penalização à equipa suspeita de agressão, neste caso o Salgueiros e o campeonato decorreu até ao final como se este incidente nunca tivesse acontecido.
O que é certo é que aconteceu e o Rebordosa termina a época em terceiro lugar, na Série B do Campeonato de Portugal, com menos um ponto que o Salgueiros.
Joaquim Barbosa, presidente do clube, neste momento, já não acredita na alteração dos resultados, uma vez que a impugnação colocada pelo seu clube para impedir o arranque da segunda volta não foi aceite.
Porém, os regulamentos são claros e neste caso o Salgueiros não poderia ter somado o ponto do empate, por penalização disciplinar.
O presidente explica ainda que o Conselho de Disciplina não forneceu os documentos dentro do prazo legal e que por isso os advogados do clube estão a analisar.
Apesar de em termos desportivos os resultados estarem fechados, esta decisão implicou que o Rebordosa não passasse à fase de apuramento de Campeão e de subida à Liga 3.
“A razão está do nosso lado” acredita e mesmo não alterando o resultado agora é tempo de ponderar se uma possível indemnização poderá compensar um longo, desgastante e dispendioso processo judicial.
Agora é momento de seguir em frente e para Joaquim Barbosa não há margem para dúvidas, “Fizemos uma época a qual nos podemos orgulhar e todos os rebordesenses estão orgulhosos”.
Afirma ainda que tem um mandato pela frente para levantar a cabeça e fazer igual ou melhor.
Mas salienta que não se justifica terem passado 60 ou 70 dias até ter sido tomada uma decisão. E até este prazo acabou por prejudicar a equipa, que poderia ter lutado contra este resultado dentro de campo, em vez de ter de recorrer a processos administrativos.
Confessa que fica alguma mágoa, mas acima de tudo parabeniza a sua equipa técnica, os jogadores e adeptos.
Por fim conclui que o “Rebordosa está atento aos seus direitos”.
