ULS do Tâmega e Sousa aposta na telemonitorização de doentes crónicos
A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) arrancou com um novo projeto de telemonitorização destinado a acompanhar, à distância, pessoas com doenças crónicas. A iniciativa está a ser implementada nos 11 municípios da área de influência da unidade de saúde e pretende permitir uma resposta mais rápida perante sinais de agravamento do estado clínico.
Nesta primeira fase, estão abrangidos 500 utentes adultos com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), asma, insuficiência cardíaca ou diabetes mellitus tipo 2, envolvendo todas as unidades de cuidados de saúde primários da ULSTS.
O acompanhamento é feito através de uma plataforma digital desenvolvida em parceria com a UpHill, onde os utentes respondem a questionários sobre o seu estado de saúde, habitualmente uma vez por mês. A frequência pode ser alterada de acordo com a situação de cada pessoa, sobretudo depois de um internamento ou de um episódio de agravamento da doença.
Para facilitar o acesso ao serviço, os questionários podem ser realizados através de SMS, correio eletrónico ou chamada telefónica, permitindo adaptar o acompanhamento às condições e às possibilidades de cada utente.
As respostas são posteriormente analisadas pelas equipas de saúde e, caso sejam identificados sinais que possam indicar uma descompensação, os profissionais podem intervir mais cedo e decidir os cuidados necessários antes que a situação se agrave.
Com este sistema, a ULSTS pretende melhorar o acompanhamento das doenças crónicas e evitar, sempre que possível, complicações que possam levar os utentes a recorrer ao Serviço de Urgência ou a necessitar de internamento.
“Este projeto representa mais um passo na transformação digital da ULSTS”, afirma José Luís Gaspar, presidente do Conselho de Administração da unidade de saúde, defendendo que a telemonitorização permite “acompanhar os doentes de forma mais próxima, antecipar situações de risco e intervir mais cedo”.
A iniciativa deverá ser alargada de forma gradual após a conclusão desta primeira fase, com o objetivo de chegar a cerca de 5.000 utentes abrangidos pelo sistema até ao final de 2026.
